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Seis em cada 10 brasileiros tiveram aumento no custo de vida durante pandemia

Atualizado: Ago 13

Compras de mercado e despesas domésticas fixas, como água, luz e gás, são maiores responsáveis por encarecimento


Para 60% dos brasileiros, os gastos com alimentos, produtos e serviços para si e suas famílias aumentaram desde o início da pandemia do novo coronavírus. Este é o resultado da pesquisa publicada pela Ipsos no dia 20 de julho.


Intitulada Ipsos Essentials: Cost of Living Amid Covid-19, a pesquisa foi realizada com 18 mil entrevistados de 26 países, sendo 1000 participantes do Brasil. Enquanto seis em cada 10 notaram uma alta no custo de vida, 15% disseram que os gastos diminuíram e 25% não sentiram diferença alguma nas contas no fim do mês.

O impacto da Covid-19 para a população brasileira é muito similar à média global. Considerando o total de participantes do estudo, 60% relataram aumento nos gastos, 12% perceberam uma diminuição e 29% disseram que os custos são os mesmos de antes da pandemia.


Imagem: Freepik

O que pesa no bolso do consumidor?

Na percepção dos entrevistados brasileiros ouvidos pelo levantamento, as compras de mercado – alimentação e produtos de limpeza – são as que mais alavancaram a alta nos custos durante a pandemia: 65% disseram ter tido gastos maiores nesses itens. Para 29%, permaneceram iguais e, para apenas 6%, os gastos diminuíram.


Os custos fixos, como serviços de água, energia e gás, também estão entre os que mais cresceram, na opinião dos participantes do Brasil. Para 46%, houve aumento nessas contas, 45% disseram estar iguais e 9% tiveram diminuição nos gastos. Já o valor dispendido em impostos ficou maior para 33%, enquanto 7% relataram queda nos custos e 60% não notaram diferença.


Em contrapartida, outras despesas ficaram menos custosas. É o caso dos gastos com transporte que, para 35% dos brasileiros, estão menores. Se mantêm os mesmos para 42% e aumentaram para 23%. Diminuíram também, para 34% dos entrevistados, os custos com roupas, sapatos e acessórios. Já 20% disseram que estão gastando mais e 46% não perceberam nenhuma mudança no bolso.


O estudo online foi realizado com entrevistados de idades entre 16 a 74 anos, no período de 22 de maio de 05 de junho de 2020. A margem de erro para o Brasil é de 3,1 pontos percentuais. Para quem tiver interesse, é possível conferir toda a pesquisa acessando esse link.

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