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  • Redação JBA

Quando devo levar meu filho ao pronto-socorro


Imagem: iStock

Em algumas situações é angustiante, para mães e pais, tomar decisões imediatas a respeito da saúde de um filho e determinar o que é uma urgência e o que é uma ocorrência médica comum. Recomenda-se, entretanto, que a família ligue para o pediatra que acompanha a criança antes de se dirigir ao pronto-socorro (PS). Muitas dúvidas podem ser esclarecidas nessa conversa e, então, certamente surgirá uma decisão conjunta sobre o que fazer.


Outras possibilidades à disposição: ligue para a Central de Emergências, no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU): 192; ou no Corpo de Bombeiros Militar: 193. “De qualquer forma, vale lembrar que o PS não é o lugar adequado para o acompanhamento do desenvolvimento da criança quanto ao peso e estatura, nem para o seguimento de doenças crônicas, tampouco para orientações sobre cuidados com recém-nascidos", esclarece o pediatra José Gabel, presidente do Departamento de Cuidados Domiciliares da SPSP, ressaltando que são eventos para serem acompanhados em Ambulatório, com consulta agendada. “Casos leves e comuns também não necessitam de atendimento em PS”, completa.


A falta ou o excesso de informações, insegurança e certos medos levam os pais e cuidadores a procurarem, muitas vezes, desnecessariamente, serviços de urgência e emergência. “Sofrem mais os pais 'marinheiros de primeira viagem'. Mas com o tempo, desenvolve-se instinto e experiência, fazendo com que a necessidade das idas ao PS seja menos frequente ou impulsiva”, observa o médico. Entretanto, ele diz que existem situações em que a ida ao PS se impõe; alguns problemas, sinais e sintomas podem acontecer em crianças e acabam merecendo avaliações e orientações mais detalhadas:

  • Choro forte, constante e inconsolável;

  • Se a criança tem menos de 3 meses e sua temperatura é 37,8°C ou mais;

  • Criança com mais de 3 meses com febre e temperatura de 37,8°C ou mais, acompanhada de sintomas, como desmaios, falta de resposta aos chamados, dificuldade para respirar, vômitos ou convulsões;

  • Sangramentos, traumas, fraturas, contusões com cortes profundos, queimaduras;

  • Nível de consciência alterado;

  • Vômitos e diarreia frequentes;

  • Dores que não cessam com analgésicos de rotina;

  • Frequência respiratória elevada; cansaço e falta de ar;

  • Convulsões pela primeira vez ou que durem mais de 2 minutos;

  • Ingestão ou aspiração de substâncias como produtos de limpeza em geral;

  • Ingestão acidental de medicamentos de uso de adultos.

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