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Pacientes com câncer sofrem com a falta de equipamentos para radioterapia

Atualizado: Set 30

Um total de 6300 pacientes podem morrer por falta de radioterapia nos próximos anos Durante o 7º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), que aconteceu de 21 a 25 de setembro, de forma online por conta da pandemia, foram realizadas discussões aprofundadas entre líderes da saúde nacionais e internacionais sobre os desafios, tratamentos de vanguarda e dificuldades na Oncologia. Muitos avanços na área médica foram apontados, como os modernos aparelhos de radioterapia com alta tecnologia de precisão.  O entrave é que uma faixa muito pequena da população brasileira tem acesso a esses equipamentos de ponta. A radioterapia é um importante pilar no sucesso de tratamento do câncer, como explica o médico especialista em radioterapia Dr. Paulo Lázaro. "O tratamento radioterápico é fundamental para a sobrevida dos pacientes em vários tipos de câncer.  Hoje temos equipamentos onde as aplicações são feitas de forma precisa e milimétrica, causando assim  menos efeitos colaterais aos pacientes", explica. Ele ainda salienta que além da sobrevida, os atuais aparelhos possibilitam uma melhora significativa na qualidade de vida do paciente.

Dr. Paulo Lázaro (divulgação)

Só que no Brasil enquanto algumas regiões possuem o que há de mais moderno no mundo, outras sequer têm o básico. O problema é tão sério que apenas 50% dos pacientes do SUS (Sistema único de Saúde) tem acesso à radioterapia, sendo que em média seis de cada 10 pacientes com câncer têm indicação para este tratamento, mas somente três conseguem o atendimento pelo SUS. Dr. Paulo Lázaro explica que há um baixo investimento no Sistema Único de Saúde para novos centros de radioterapia no Brasil.  "Isso causa uma distorção absurda.  Em alguns estados, as pessoas têm que fazer um grande deslocamento para realizar o tratamento. Tem caso de o paciente ter de viajar mais de mil quilômetros". E para agravar o cenário, o médico aponta que o parque atual de radioterapia estará obsoleto em 2022, agravando assim o tratamento. "O quadro atual precisa mudar, pois nos próximos 10 anos, mais de 6.200 mortes podem ser evitadas se todos tiverem acesso ao tratamento radioterápico", aponta.   O advogado sanitarista Tiago Farina, do Instituto Oncoguia, afirmou que a sociedade deve se manifestar e se incomodar com a falta de políticas públicas no setor. "Nós já estamos há muito tempo em situação de colapso na radioterapia no Brasil. Dependendo do hospital que cair, o paciente terá uma expectativa de vida diferente. Em uns hospitais ainda têm aparelhos de Cobalto, já em outros aparelhos com tecnologia mais moderna e, em muitos, sequer aparelho vai ter. Em Roraima, por exemplo, o paciente precisa percorrer 1.600 km para ter acesso ao tratamento". O último levantamento do Ministério da Saúde, em 2018, diz que há no SUS 295 aparelhos para radioterapia, mas segundo recomendações da Organização Mundial da Saúde, o número ideal seria de 697, ou seja, um aparelho para cada 300 mil habitantes. 


Fonte: Artifício Comunicação

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