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Nove dicas para aumentar as chances de engravidar

Fim de ano chegando e muitas pessoas já começam a fazer planos para 2024. Trocar de emprego, comprar um carro, viajar, e, para alguns, ter um bebê!


Foto: Divulgação

Mas esse momento de expectativa pela chegada do novo membro da família pode dar lugar à frustração com o passar do tempo, principalmente para aqueles que estão mais ansiosos. Estimativas apontam que cerca de um terço dos casais engravide já no primeiro mês de tentativas, porém, para alguns esse período de espera pode se prolongar por meses – e até anos.


De acordo com Marcelo Nunes dos Santos, gerente Médico da Maternidade São Luiz Star, em São Paulo, são vários os fatores que podem interferir nesse período de espera, como por exemplo, estilo de vida, hábitos diários, fatores psicológicos e doenças (hormonais, anatômicas, autoimunes, genéticas e infecciosas).


Cuidadosamente projetada para atender pacientes e familiares em um dos momentos mais especiais de suas vidas, a Maternidade Star reúne toda a expertise do Hospital São Luiz, um dos mais tradicionais de São Paulo, com o serviço premium da Rede D’Or.


“Apesar de ser comum que casais saudáveis e com menos de 35 anos demorem até um ano para engravidar, dependendo da ansiedade e idade, é indicado iniciar uma investigação mais específica em busca de alguma alteração”, destaca o especialista.


Confira nove dicas para aumentar as chances de gravidez:


1) Check-up geral

É importante que os exames clínicos e ginecológicos estejam em dia. Entre os pontos de atenção para as “tentantes” (mulheres tentando engravidar), estão também os exames hormonais e de imagem. Com eles, é possível avaliar, por exemplo, patologias como a Síndrome do Ovário Policístico (SOP), que aumenta a incidência de diabetes gestacional, ou alguma alteração anatômica que dificulte ou impeça a gestação, tais como miomas ou endometriose.


2) Saúde do homem

É essencial que o homem entenda que está diretamente relacionado com esse processo e procure um urologista para avaliação. Com exames simples, é possível identificar possíveis infecções que afetam a fertilidade.


“Um dos exames indicados nessa fase é a coleta do espermograma, que detecta qualquer anormalidade na qualidade ou na quantidade do sêmen”, exemplifica o médico.


3) Apoio psicológico

Com o passar dos meses, é comum que o ciclo de expectativa e frustração traga um desgaste psicológico. De acordo com Dr. Marcelo, “em torno de 10% dos quadros de Infertilidade são Sem Causa Aparente (ISCA), e muitas vezes envolvem fatores psicológicos que podem dificultar a gestação”. Por isso, conversar com um especialista sobre as dificuldades enfrentadas, os sentimentos e a atual fase do relacionamento pode ajudar.


4) Atenção com a vacinação

Outro ponto importante é manter a vacinação atualizada, para proteger o organismo da mulher, e o bebê, durante a gravidez. Atenção especial para as vacinas que não podem ser aplicadas durante o período gestacional, como por exemplo, da rubéola.


5) Uso de medicamentos

O uso de medicamentos durante o processo de tentativa e de gestação merece atenção, já que todas as substâncias que a mulher ingere terão contato com o bebê por meio da placenta. Além disso, o uso de algumas substâncias pode levar, em casos mais extremos, a malformações e abortos.


6) Hábitos saudáveis

Manter uma boa alimentação, com variedade e qualidade, e a realização de exercícios físicos são ações essenciais para o bom funcionamento do organismo de forma geral, deixando o corpo mais saudável e forte para o processo gestacional. Essas atitudes também são essenciais para evitar doenças comuns, mas de alto risco nas gestações, como hipertensão e diabetes, e ajudam a preparar o corpo para o momento do parto. Por isso, atenção com seus hábitos!


7) Suplementação

Gerar uma nova vida exige muito do organismo da mulher. Em alguns casos, além da alimentação, pode ser necessário o uso de suplementos, como o metil folato, ácido fólico em sua forma ativa. Esse elemento é fundamental para a formação da estrutura embrionária que dá origem ao cérebro, medula espinhal e sistema nervoso do bebê, e seu consumo deve se iniciar de preferência antes do período gestacional.


8) Atenção à saúde

É comum focar, ao menos inicialmente, apenas em questões relacionadas ao sistema reprodutivo. No entanto, diversas condições clínicas podem afetar a fertilidade ou processo de desenvolvimento do bebê. Caso tenha doenças pré-existentes, é importante manter o acompanhamento em dia.


“Pesquisar sobre outras situações de risco, como casos de trombofilia na família, tratar anemias ou infecções são alguns pontos importantes. Também sempre avise seu médico sobre cirurgias anteriores no útero para traçar o melhor caminho na gestação", completa Marcelo Nunes.


9) Informação e preparação

Aproveite esse período de “preparação” para aprender sobre todas as mudanças que podem ocorrer durante a gravidez e as opções de parto. Informação é essencial para a tomada de decisões sobre o esse momento tão aguardado.


Conversar com profissionais e esclarecer as dúvidas pode aliviar a sensação de insegurança e ansiedade. Cuidado também com mitos e crenças populares, que atrapalham o processo.


“São muitas informações equivocadas que circulam, como afirmar que o uso de anticoncepcional retarda a gestação, que não pode ter relação sexual todos os dias, ou que determinada posição aumenta as chances de fecundação. São mitos que pressionam ainda mais o psicológico de quem está tentando engravidar, por isso, busque sempre informação com especialistas”, finaliza o especialista.

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