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Marrocos: Djemaa El Fnaa e os mercadores das montanhas Atlas

Por Paulo Panayotis


Gente, está tudo reabrindo... no mundo todo! Até prá lá de Marrakesh! Aliás, é para onde vamos hoje. Já esteve lá? Não? Pois aqui vai um pouquinho de sonho e algumas dicas para quando você resolver finalmente realizar este sonho!


Marrakesh/Marrocos. Desembarco no aeroporto de Menara no início da manhã de uma quinta-feira. Pequeno, o aeroporto internacional de Marrakesh mais parece o aeroclube de São Paulo. Mas o calor e as montanhas Atlas, ao longe, me lembram do contrário: estou no Marrocos!

Praça jemaa-el-fna: centro da vida comercial em Marrakesh, Marrocos

De colonização francesa e orientação religiosa muçulmana, Marrakesh me fascinou desde o primeiro instante. Um táxi me leva direto ao “Riad”Julia (o equivalente à uma boa pousada no Brasil). Pelas janelas da velha Mercedes Benz cenas de filme: camelos, cordeiros, mulheres com véus (burcas) encobrindo rostos, homens fumando narguilés (cigarros típicos com filtro à base de água), ambulantes, crianças, crianças, crianças, enfim, estou fascinado! Dez minutos de corrida e o táxi estaciona ao lado de um grande muro: a medina! "É aqui”, balbucia o motorista em um dialeto que lembrava o inglês. – Onde? pensei, mas não ousei perguntar. Paguei. Desci. Peguei as malas e refleti: “Dancei!”. Explico. Fechei a estadia em Marrakesh diretamente de um site de turismo. Nesta época morava em Londres. O Riad (pousada) Julia surgiu como uma excelente relação custo-benefício. Dezenas de pessoas haviam qualificado o lugar como fantástico, ótimo!

Pátio central do Riad Julia, em Marrakesh

E cá estava eu: malas na mão, dinheiro no bolso, nervos no ar! Um guia que, pretensamente também trabalhava no hotel, me esperava: – “Por aqui”, diz ele, em um inglês menos árabe. E saio seguindo o guia. Ele, com minhas malas. Eu, atrás, com meu receio ocidental. E as ruas ficando cada vez mais estreitas, sorrateiras. E o receio se transformando em medo, começando a incomodar. Continuo em frente. Corajosamente, penso: “– É hoje. Vai me esfaquear, roubar e entregar os restos aos cães”. – Chegamos, diz meu esquálido guia! Onde, meu Deus! Aonde chegamos? Uma pequena porta nos mira ao final de uma rua de pedras com casas tão escuras e assustadoras que quase saio correndo.

Encantador de serpentes: medo? Não em Marrakesh!

Abro. Entro. E me deslumbro. Do lado de dentro, um oásis em meio ao purgatório! Em uma construção quadrada, com uma fonte de água fresca ao centro, esta meu Riad! Belíssimo! Um alento de estética e frescor!

Cabeça de cordeiro, muito apreciada no Marrocos

Meus quatro dias em Marrakesh foram espetaculares... tanto dentro do “Riad” quanto pelas ruas da cidade... Ao longe, as montanhas Atlas me observavam... De noite, os mercadores das montanhas descem para vender seus produtos, beber e pagar por mulheres. Mas este é outro artigo. Por enquanto, basta saber que foi em Marrakesh que provei uma das melhores (e a única) cabeça de cordeiro de minha vida. Difícil mesmo foi encarar aqueles olhinhos miúdos me encarando...

Este colunista no Aeroporto de Menara - Marrakesh – Marrocos

Fotos: Paulo Panayotis / Adriana Reis - © O Que Vi Pelo Mundo



Paulo Panayotis é jornalista especialista em turismo, mergulhador e fundador do Portal OQVPM - O Que Vi Pelo Mundo. Mora na Europa, tem passaporte carimbado em mais de 50 países e viaja com patrocínio e apoio Avis, Travel Ace e Alitalia.

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