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Gentileza nas palavras, evitando conflitos…

Por Coronel Camilo


Há algum tempo escrevi sobre a importância de evitarmos o radicalismo, a agressividade que, com o fim da pandemia, saíram do ambiente virtual para o mundo real e, em muitos casos, passaram a ser frequentes nos relacionamentos entre as pessoas, e o que é pior, até no relacionamento entre pessoas da mesma família. A falta de tolerância, de empatia, de saber ouvir, de aceitar posições antagônicas, de saber debater com fundamentos, a tentativa de se impor pelo grito virou uma regra e acabou por destruir muitos relacionamentos.

Hoje falaremos sobre uma forma de comunicação que pode evitar muitos conflitos. A chamada Comunicação Não-Violenta (CNV), que nada mais é do uma forma em que a empatia é priorizada durante o processo da comunicação. O principal objetivo da prática é estabelecer uma conexão emocional por meio do diálogo respeitoso, se colocando no lugar da outra pessoa e imaginando como sua comunicação está sendo percebida e, principalmente, evitando a agressividade nas palavras.

A CNV se baseia em quatro elementos fundamentais: observação, sentimento, necessidade e pedido. A observação se refere à descrição objetiva do que estamos observando, sem julgamentos ou avaliações. O sentimento é a emoção que surge em nós a partir da observação, e que pode ser expressa de forma clara e específica. A necessidade se refere àquilo que está por trás do sentimento, ou seja, a necessidade que não está sendo atendida. E o pedido é a solicitação que fazemos para que nossa necessidade seja atendida.

A CNV deve ser utilizada em todas as formas de comunicação, mas ganha importância fundamental na comunicação escrita, seja por e-mail, redes sociais e até mesmo aplicativos de mensagem como WhatsApp, pois na comunicação escrita não temos oportunidade de transmitir outras mensagens como emoção, entonação e altura da voz, expressão facial, expressão corporal etc. E, mais ainda, não sabemos em que situação encontraremos o receptor da nossa mensagem, que pode estar preocupado com alguma outra questão.


Vamos a um exemplo para ficar mais claro. Observe que em vez de dizer "Você é muito egoísta, só pensa em si mesmo", uma pessoa que utiliza a CNV poderia dizer: "Quando vejo que você não divide as tarefas domésticas comigo, sinto-me sobrecarregada e frustrada, porque valorizo a colaboração e o compartilhamento das responsabilidades. Será que podemos conversar sobre como podemos dividir melhor as tarefas?". Disse a mesma coisa, contudo, de forma gentil, evitando o conflito. Podemos também, sempre no início de uma mensagem, incluir um cumprimento; sempre após uma solicitação, um obrigado e assim por diante.

Resumindo, a forma como escrevemos pode nos aproximar ou nos afastar das pessoas, pode nos trazer ou nos fazer perder negócios. Cabe aqui o lema da escritora Rosana Braga: “gentileza gera gentileza”.



Coronel Camilo é formado em Administração de Empresas pelo Mackenzie, com bacharelado em Direito pela Universidade Cruzeiro do Sul e pós-graduado em Gestão de Tecnologia da Informação pela FIAP e em Gestão de Segurança Pública pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.

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