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  • Redação JBA

Efeito Sanfona: riscos e causas

Médico, escritor e professor em emagrecimento e qualidade de vida explica quais as principais causas do temido efeito rebote, e passa dicas valiosas para evita-lo de vez

O efeito sanfona, também conhecido como efeito ioiô, é quando há uma perda e ganho de peso seguidas. Ou seja, isso costuma ocorrer quando a pessoa faz a dieta sem um plano definido de perda de peso a longo prazo.


De acordo com o Dr. Gabriel Almeida, médico e professor em emagrecimento e qualidade de vida há mais de 11 anos, o efeito sanfona aumenta os riscos de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, Alzheimer e ainda vários tipos de câncer que estão relacionados ao excesso de peso.


É fundamental ressaltar que o efeito não está relacionado apenas à escolha da dieta e hábitos alimentares, mas também às mudanças de níveis metabólicos e hormonais, por isso a importância do acompanhamento de um profissional da área da saúde.


Portanto, para perder peso de forma saudável e duradoura, é preciso se atentar a alguns fatos:


- Vilão da dieta: escolha uma dieta equilibrada sem cortes e com substituições, como o caso do pãozinho, famoso “vilão” na perda de peso, ele não deve ser excluído do cardápio e sim consumido em menor quantidade e em suas versões integrais, pois são ótimas fontes de energia e fornecedores de fibras, vitaminas e minerais para o corpo.


- Restrições: dietas muito restritivas podem ser perigosas, uma vez que o organismo entende que é necessário “se recuperar” quando a alimentação normal for restabelecida. Procure um profissional da área de emagrecimento para indicar os melhores caminhos a serem seguidos, bem como para acompanhá-lo durante todo o processo.


- Jejum intermitente: apesar de gerar inúmeras discussões, o jejum intermitente é uma excelente ferramenta para combater a evolução do índice de sobrepeso e obesidade no mundo. Prática realizada desde as origens da medicina, há confirmações cientificas sobre seus benefícios, tais como a queda do nível de triglicerídeos e estabilização do nível de colesterol total significativo durante o período do jejum. Bem como a gradual perda de peso, fator descoberto em um estudo realizado pelo Centro Islâmico de Pesquisas da Universidade de Medicina de Teerã, no Irã.


- Coerência: é preciso ter coerência no momento de realizar práticas como o jejum intermitente, que significa ficar 16 horas sem se alimentar, por exemplo. Sempre ressalto que nenhum paciente ficará 16 horas em jejum seguidas por 8 horas de alimentação no período de 24 horas, da noite para o dia. Existe um método para alcançar esse objetivo, primeiro começo com 10 horas seguidos de 14h de refeição e por aí vai. Ainda, no meu consultório, prego o emagrecimento rápido, que possui um papel motivacional que facilita a adesão do paciente as medidas comportamentais, como intensificar atividades físicas e a dieta sem radicalismos.


Por fim, Almeida, que também é autor da obra Efeito Sanfona – as verdades da ciência (e da prática) para um emagrecimento saudável, publicada pela Vital (selo da Editora Pandorga), destaca a importância da boa saúde mental do paciente, uma vez que estresse, ansiedade e depressão, problemas de saúde que foram gravemente intensificados durante a pandemia de Covid-19, também tendem a ser fatores decisivos, pois nos levam a buscar alimentos de conforto, ricos em açúcar.


Gabriel Almeida é formado em medicina pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL). É especialista em Cirurgia Geral com residência médica no Hospital Geral Roberto Santos-Bahia. Médico, escritor e palestrante de cursos na área de emagrecimento e qualidade de vida, Almeida também é coordenador da pós-graduação em obesidade e sarcopenia.