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Conquista da Copa Libertadores consagra Fernando Diniz

Por Roberto Maia


Em algumas oportunidades já escrevi aqui na coluna sobre as qualidades de Fernando Diniz como treinador de futebol que pensa fora da caixa. Sua trajetória como técnico tem sido bastante controversa. Suas ideias inovadoras e seu estilo de jogo ofensivo dividem opiniões. Entretanto, não há dúvidas de que ele é um dos profissionais mais talentosos e criativos da atualidade. E a recente conquista da Copa Libertadores sobre o poderoso Boca Juniors comprova isso.

Fernando Diniz levou o Fluminense à conquista da sua primeira Copa Libertadores da América. (Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC)

Diniz nasceu em São Paulo em 1974. Começou a carreira de jogador no Juventus, onde atuou entre 1993 e 1996. Em seguida, passou por Guarani, Palmeiras, Corinthians, Paraná, Fluminense, Flamengo, Santos, Juventude, Cruzeiro, Portuguesa, Paulista, Santo André, Juventus e Gama. No total, disputou 220 partidas e marcou 25 gols.


Ainda como jogador, Diniz começou a se interessar pela carreira de técnico. Em 2009, assumiu o Votoraty, clube da Série A3 do Campeonato Paulista. Em seu primeiro ano, conquistou o título da competição, além da Copa Paulista.


A partir daí, Diniz passou a se destacar como técnico. Em 2015, levou o Audax, clube da Série B do Campeonato Paulista, à final do torneio, perdendo para o São Paulo. No ano seguinte, foi vice-campeão da Copa do Brasil, perdendo para o Flamengo.


Em 2017, Diniz foi contratado pelo Athlético-PR e dirigiu o time na Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro e não conseguiu bons resultados.


Em dezembro de 2018, foi anunciado como novo técnico do Fluminense. Ele não abriu mão de seu estilo característico e foi alvo de críticas. Porém, rapidamente modificou o padrão de jogo do Tricolor, que passou a valorizar a posse de bola e apresentar um futebol bonito. O problema é que os times treinados por ele sempre começam bem e vão caindo de produção. Por isso foi demitido antes de completar um ano no comando do Flu.


Em 2019, Diniz foi contratado pelo São Paulo. Ficou um ano no Tricolor paulista, somando 44 jogos, com 20 vitórias, 11 empates e 13 derrotas (53,8% de aproveitamento).


O ano de 2021 não foi bom para Diniz. Em maio foi contratado pelo Santos. Ficou apenas quatro meses no comando do time e foi demitido após sequência de maus resultados. Em seguida foi para o Vasco, onde não chegou a esquentar o lugar. Em apenas dois meses perdeu o emprego após uma série de resultados ruins.


Diniz retornou ao Fluminense em 2022. Em sua segunda passagem pelo clube, conquistou a Taça Guanabara, derrotando o Flamengo na final. Pelo Campeonato Brasileiro, o treinador realizou uma boa campanha. Nos 38 jogos sob seu comando, foram 21 vitórias, sete empates e dez derrotas, com o Fluminense terminando na terceira colocação e garantindo uma vaga na fase de grupos da Copa Libertadores da América.

Na Seleção Brasileira a missão de Fernando Diniz é levar o Brasil para a Copa do Mundo de 2025. (Foto: Rodrigo Ferreira/CBF)

Os críticos de Fernando Diniz costumavam dizer que o treinador nunca conquistou títulos importantes e que os times comandados por ele não mantinham o ritmo exigido pelo futebol moderno. Apesar disso, em 2023, ele foi contratado para substituir Tite no comando da Seleção Brasileira. Ele aceitou a missão de treinar a Seleção até que o atual comandante do Real Madrid, Carlo Ancelotti, chegue para assumir o cargo em 2024.


Dividido entre a Seleção Brasileira e o Fluminense, Diniz conquistou seu maior título como técnico: a Copa Libertadores. A conquista foi a redenção para o treinador, que sempre foi criticado por seu estilo de jogo ofensivo e pela falta de títulos. A vitória sobre o Boca Juniors mostrou que o trabalho proposto é eficiente e que ele tem o talento necessário para vencer desafios maiores.


Suas ideias inovadoras e seu estilo de jogo ofensivo muitas vezes são questionados, mas não há dúvidas de que ele é um dos técnicos mais talentosos e criativos da atualidade. Mas ainda é cedo para dizer qual será o futuro de Fernando Diniz, Como técnico da Seleção Brasileira ele tem o desafio de levar o Brasil para a Copa do Mundo de 2026.


Diniz é um técnico visionário, que não tem medo de experimentar novas ideias. E o futebol brasileiro precisa disso. Tomara outros treinadores possam se inspirar nos seus conceitos.




Roberto Maia é jornalista e cronista esportivo. Iniciou a carreira como repórter esportivo, mas também dedica-se a editoria de turismo, com passagens por jornais como MetroNews, Folha de São Paulo, O Dia, dentre outros. Atualmente é editor da revista Qual Viagem e portal Travelpedia.



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