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Combate a Covid-19 chega à industria da moda

Atualizado: Ago 24

Marcas aprimoram tecnologia já era usada em peças esportivas, para barrar contágio por coronavírus


Da Redação


A pandemia mudou não apenas nossas rotinas, mas também nossos hábitos de consumo e relação com a moda. Além de opções mais confortáveis, menos acessórios (para limitar o contato e diminuir os itens a serem higienizados, uma vez que os infectologistas recomendam a lavagem imediata das peças e adereços usados na rua) as máscaras passaram a ser um item essencial no novo figurino das cidades. Há ainda aqueles que aderiram ao uso de luvas cirúrgicas e "face shield".


Diante dessa nova realidade, a indústria química e têxtil, desde abril, está em uma espécie de corrida tecnológica em busca de looks feitos sob medida no pós-coronavírus, capazes de evitar a infecção cruzada —quando o vírus passa de uma superfície infectada para contaminar alguém.


O Viroblock NPJ03, da marca suíça HeiQ, está entre as primeiras tecnologias têxteis do mundo a ser comprovadamente eficaz contra o Covid-19 em laboratório. Anunciada em março, a tecnologia é um tipo de resina feita com nitrato de prata aplicada no tecido que, segundo testes, retém mais de 99% de diversos tipos de vírus e bactérias em até meia hora.


Já no Brasil, a empresa TNS Solutions passou a projetar uma versão de sua própria tecnologia bactericida na tentativa de chegar a uma substância antiviral.


"Ninguém imaginava que chegaríamos a esse estado do vírus, por isso a potencialidade virucida dos íons de prata não havia sido testada. Fomos os primeiros a ganhar a certificação e, desde abril, passamos de cinco para 70 projetos por mês de empresas interessadas", afirma o gerente comercial da TNS, Gustavo Miranda, em entrevista à Folha de São Paulo. Ao todo, 15 países já compram a versão em pó, resina e líquido do composto.


Os testes nos tecidos foram realizados com a Universidade Federal de Santa Catarina e a Unicamp, com tipos de coronavírus anteriores ao atual. Os resultados foram similares aos da experiência suíça e logo começaram testes de lavagem em laboratórios, financiados pela malharia Dalila Têxtil.

A Oriba, marca especializada em moda masculina, lançou recentemente uma coleção com tecido que promete matar o vírus em 1 minuto. Outra marca que tem investido na criação de peças antivirais é Lupo. Especializada em moda íntima, a marca deve lançar até outubro uma linha de roupa de ginástica e meias com a nova tecnologia. Segundo fornecedores, a varejista C&A, a marca masculina Aramis, e a estilista Gloria Coelho, já têm projetos avançados para também criar peças antivirais.


A brasileira Vicunha, uma das maiores fornecedoras têxtil do mundo, não ficou para traz e planeja lançar em breve uma linha de tecidos antivirais, desenvolvidos em parceria com a suíça HeiQ.


Claro que os “novos acessórios” não foram esquecidos. Em junho foi criada a Covid Essentials. Bastante controversa, a loja localizada em Miami vende de máscaras e termômetros super tecnológicos a esterilizadores de superfície. Tudo personalizável e por um preço bastante salgado.



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