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  • Redação JBA

Aumento da temperatura acende alerta contra cupins em casas

Primavera-verão marca as revoadas de cupins, insetos que atacam madeiras; especialista explica como proteger a casa de infestações

Imagem: Freepik

Além das cumulonimbus, a proximidade do verão traz à tona outro tipo de nuvem: as revoadas de siriris. A estação, marcada por dias quentes e úmidos, oferece as condições ideais para o voo nupcial dos cupins, que em grande parte do Brasil pode ocorrer entre os meses de outubro e dezembro.


Insetos pertencentes à ordem Isoptera, os cupins se organizam em uma sociedade com operários, soldados, reis e rainhas, onde cada membro desempenha uma função específica.


Na cidade de São Paulo, quase 3 mil árvores caíram ao longo de 2020, segundo dados da Secretaria Municipal de Segurança Urbana. Ainda de acordo com o órgão, 7.745 árvores estavam na fila de espera para serviço de poda no período analisado, o que leva a uma média de 43 dias de prazo. Para especialistas, fungos e cupins estão entre os principais elementos que deixam as árvores "doentes".


Segundo estudo do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), em 2005, quase metade da cidade de São Paulo (47%) estava infestada de cupins subterrâneos - não há estimativas recentes.


Além de serem encontrados no interior do solo e em árvores de pequenas e grandes cidades, durante a revoada, os cupins costumam construir novas colônias nas casas dos cidadãos, procurando locais como móveis, paredes e forros de madeira, onde se alimentam sobretudo de celulose.


Vinicius Finavaro, responsável pela Empresa Offpragas Dedetizadora - empresa especializada em descupinização -, destaca que durante o período de revoadas é preciso tomar algumas medidas para proteger os imóveis dos cupins.


"É necessário cuidado, pois quando o imóvel fica infestado por cupins não há alternativa senão contar com a dedetização profissional", afirma.


Especialista explica como proteger a casa de cupins

Finavaro esclarece que o metabolismo das pragas e dos cupins são afetados pelo clima do ambiente de forma direta, motivo pelo qual as temperaturas mais elevadas da primavera-verão favorecem sua reprodução.

Para o especialista, se possível, é importante proteger as janelas e portas com telas ou mantê-las fechadas após as chuvas de verão, quando as revoadas acontecem.


"Ademais, é necessário redobrar o cuidado com papéis, documentos, livros, caixas e quadros, que são os primeiros lugares que esses insetos buscam, e manter todos os móveis afastados das paredes, sempre verificando fundos de armários e áreas com grande umidade", complementa.


Além das medidas a serem tomadas nos períodos de revoada, Finavaro lembra que vale prestar atenção aos principais pontos onde as pragas aparecem em uma residência durante todo o ano. "Fique atento, mesmo nos meses mais frios, pois os cupins continuam atuando em suas colônias".


O profissional explica, ainda, que é preciso ficar atento aos sinais, pois os cupins deixam alguns vestígios quando o ambiente está infestado. "Isso pode variar de acordo com a espécie, mas os principais pontos de atenção são os 'pozinhos' que encontramos no armário, além de pequenos orifícios na madeira e caminhos de terra em paredes ou rodapés".


Para concluir, o especialista reforça que, depois que os cupins invadem uma casa, não há alternativa senão recorrer a um tratamento especializado. "Medidas caseiras como a aplicação de verniz e revestimentos, querosene, creolina, entre outras, podem parecer eficazes em um primeiro momento, mas não resolvem o problema de forma definitiva: é necessário contratar a dedetização de cupins. Por isso, todo o cuidado preventivo é pouco".

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