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A guerra esfriou alguma coisa?

Por Paiva Netto

Título da obra: Cristo cura o homem cego, de Sebastiano Ricci

Nosso labor é sempre chegar ao coração generoso do povo. É hora da conciliação que promova justiça social aos desfavorecidos do mundo, o que apenas poderá ocorrer quando governados e governantes alcançarem o real significado da luminosa mensagem do Novo Mandamento de Jesus “Amai-vos como Eu vos amei”, que é o Amor elevado à sua quintessência. Apenas o seu forte recado de Esperança é capaz de conter a ameaça de um conflito de proporções globais.


A guerra fria, por exemplo, em pouco ou nada arrefeceu rancores e ódios humanos, sociais, políticos, econômicos, religiosos.


O 32o presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), em 5 de setembro de 1939, alguns dias após a lamentável irrupção da Segunda Guerra Mundial — que se deu em 1o de setembro, com a invasão da Polônia pelas tropas alemãs, comandadas por Hitler —, dirigiu-se aos norte-americanos em discurso transmitido pelo rádio, no qual preveniu: “Quando a paz é quebrada em qualquer lugar, a paz de todos os países de todos os lugares é ameaçada”.


Conforme escrevi em Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987) e na Folha de São Paulo, em 11 de dezembro de 1988, o combate à violência no mundo começa na luta contra a indiferença à sorte do vizinho. Não sou pessimista, acredito no futuro. Mas ainda há insegurança e crueldade por toda a parte.


José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter). Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade. Saiba mais em www.paivanetto.com/livros.