top of page
Buscar

Volto a dizer, o aborto é assassinato

Por Fernando Jorge

Crédito: Freepik

A minha crônica “Conceder o direito de abortar é o mesmo que conceder o direito de matar” teve muita repercussão. Recebi dezenas de mensagens, por causa dela, e a gentil leitora do bairro de Higienópolis me enviou estas palavras:


“Não errei ao dizer que após ler o seu romance autobiográfico Eu amo os dois me causou a impressão de ser possuidor de uma alma firme, sincera. Devido a tal impressão, o seu juízo a respeito do aborto, solicitado por mim, não me decepcionou, parabéns.”


Obrigado, amável leitora, mas volto, nessa crônica, a abordar o assunto. E reafirmo, sou sincero, absolutamente sincero”.


O filme que o meu amigo, o médico japonês doutor Shyroiama me mostrou, o de um feto lutando para não sair do ventre da mãe, durante uma tentativa de tirá-lo desse ventre, convenceu-me ainda mais de que o aborto é um crime, um assassinato.


Imaginem o seguinte. Se Nossa Senhora tivesse abortado, Jesus Cristo não teria nascido e não existiria o Cristianismo.


Se a mãe de Cristóvão Colombo tivesse abortado, impedindo o seu nascimento, a América não seria descoberta por ele.


Se a mãe de Pedro Álvaro Cabral tivesse abortado, impedindo o seu nascimento, o Brasil jamais seria descoberto por ele.


Se a mãe do genial Leonardo da Vinci, tivesse abortado, impedindo o seu nascimento, ele, hoje, seria conhecido como grande pintor e inventor?


Última pergunta, se a minha mãe tivesse abortado, impedindo o meu nascimento, eu seria o autor desta crônica?



Fernando Jorge é jornalista, escritor, dicionarista e enciclopedista brasileiro. Autor de várias obras biográficas e históricas que lhe renderam alguns prêmios como o Prêmio Jabuti de 1962. É autor do livro “Eu amo os dois”, lançado pela Editora Novo Século.

1 commento


Fernando Jorge é um mestre ao escrever. Sou fã de seus livros.

Mi piace
bottom of page