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Velejador Beto Pandiani segue para o Alasca para a travessia pela lendária Passagem Noroeste

Em sua 8º expedição em catamarã sem cabine, o objetivo é discutir as mudanças climáticas e seus impactos socioambientais

Imagem: Alexandre Socci

O velejador Beto Pandiani deu início ao Projeto Rota Polar no dia 9 de março em São Paulo, com uma velejada histórica pelo Rio Pinheiros, que perdeu a qualidade com a urbanização na década de 1970 e vem sendo revitalizado. O objetivo do Projeto Rota Polar é discutir as mudanças climáticas e seus impactos socioambientais.

Após 7 expedições, com 80 mil quilômetros em travessias oceânicas percorridos, Pandiani segue para o Alasca em maio, em companhia do francês Igor Bely, que esteve presente em outras duas travessias: Oceano Pacífico e Atlântico. A saída será da cidade de Nome. O objetivo é contornar o Estreito de Bering, navegar pelo mar do Ártico, cruzar a lendária Passagem Noroeste e por fim alcançar a Groenlândia.

Fechada pelo gelo nos últimos séculos, a lendária Passagem Noroeste vem se tornando cada vez mais navegável com o aquecimento global que atinge a calota polar. O resultado é a intensificação do tráfego marítimo e o movimento do tabuleiro das potências que tem seu litoral banhado pelo Oceano Ártico, acelerando as disputas geopolíticas. Quais serão as consequências? Será um fenômeno cíclico ou tem relação com a emissão de combustíveis fósseis? Como, e se podemos mitigar este fenômeno?

Para responder a estas e tantas outras questões o Projeto Rota Polar vai muito além da travessia, que será o ponto de partida para uma série de atividades voltadas à educação e o meio ambiente. Entre elas a produção de um documentário, elaboração de artigos e publicação de um livro que retratarão o impacto ambiental, social, econômico e cultural do rápido desgelo do Ártico. Além das imagens captadas durante toda a travessia, que deve durar até setembro de 2022, o material produzido trará entrevistas com cientistas ligados a pesquisas no Hemisfério Norte como biólogos, meteorologistas, glaciologistas e historiadores. A produção do material é assinada pela Tocha Filmes e integram a equipe de filmagem os fotógrafos e documentaristas Alexandre Socci e Alberto Andrich.

Sobre a Travessia

Pioneirismo, tecnologia, sustentabilidade, educação, pesquisa, inovação e Gestão de Riscos envolvem o Projeto Rota Polar. “Nosso combustível é a força humana, o vento e a energia solar. As soluções tecnológicas atuais proporcionam uma viagem com baixo impacto ambiental”, fala Beto Pandiani, que sempre optou por viajar em pequenos barcos catamarãs sem cabine e sem motor. E desta vez não será diferente.

De diferente, o pequeno catamaran terá como complemento um sistema de pedal a fim de criar outra forma de propulsão além do vento para ultrapassar o gelo. “Pela minha experiência, em viagem anterior, sei que nos mares do Ártico teremos pouco vento por muitos dias”, explica Beto Pandiani sobre esta alternativa. “Ao terminar a travessia, e a captação das imagens, começa a edição do material que, acredito, pode auxiliar na educação e concretização das mudanças pela sociedade e na urgente busca por alternativas sustentáveis para a nossa sobrevivência”, conclui Beto Pandiani sobre o Projeto Rota Polar.

Patrocínio: Sabesp – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo

Apoio: Ânima Educação, Yuny Incorporadora e VITA Digital DNA.

Colaboradores: EMAE, CI&T, Na Veia, Reebok, Salvatore, Sea Shepherd, BL3, Farah Service e BrProp.

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