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Três passos da coleta seletiva

Por Rodrigo Azevedo

Imagem: iStock

Como sociedade, somos hiper eficientes na geração de resíduos, mas ainda temos um longo caminho para percorrer no sentido da ação responsável na coleta e destinação do que se gera de resíduos no dia a dia das cidades. E claro, os condomínios são grandes contribuintes na geração de lixo e resíduos. Por isso, falaremos sobre a coleta seletiva, um conjunto de práticas para a separação e destinação adequada de parte dos resíduos gerados. São três passos para entender o processo de organização e implantação da coleta seletiva.


1. Destinar um local para o armazenamento do lixo reciclável: A partir da quantidade de materiais gerados é necessário escolher um espaço para o armazenamento e fluxo de descarte pelos moradores. Defina um número inicial de coletores a serem colocados, e os modelos para cada local. Uma solução prática são os contêineres de plástico com rodas e tampa, É necessário que o ambiente esteja sempre limpo e tampado para evitar o mau cheiro e a entrada de insetos e outros animais. Alguns condomínios alugam ainda desodorizadores profissionais para melhorar o ambiente. O mais indicado para a adequada disposição da coleta seletiva é colocar os contêineres próximos aos elevadores de serviço, ou no subsolo e proximidades da garagem.


2. Separação dos materiais: O foco do processo é separar os materiais mais valiosos para a reciclagem, sendo papel, papelão, plástico, vidro e o alumínio. Em tempo, é preciso ter cuidado redobrado com papéis e plásticos, pois são materiais de alta combustão, com risco maior de incêndios. Por conta disso, as seguradoras devem ser avisadas para que haja ressarcimento compatível em caso de acidente. Se não houver o contato, a empresa seguradora pode alegar omissão por parte do condomínio, gerando mais problemas para todos os envolvidos.


3. Informação é essencial: Os moradores e empregados se beneficiarão de informação organizada e visualmente disposta. Os locais devem receber placas com comunicação visual explicando a diferença entre os resíduos, e os materiais que não deverão ser misturados na área dos reciclados. Considere também organizar treinamentos para os diferentes públicos. No caso dos funcionários, o manuseio dos materiais requer atenção e uso de EPIs, e receber treinamento para usar os equipamentos adequados de forma a evitar ferimentos e ocorrências mais graves.

Quem se responsabiliza pela coleta? Após avaliar esses três pontos, a implantação da coleta seletiva poderá ser iniciada quando for definido o responsável pela retirada dos materiais dos condomínios. A prefeitura do seu município certamente oferece o serviço de retirada. Mas, se a região do seu condomínio não estiver contemplada pela coleta seletiva da prefeitura ou esta coleta não for suficiente, uma opção é contratar uma empresa de coleta ou buscar parceria com cooperativas para retirada do material. Dependendo da quantidade de material oferecido, cooperativas podem se interessar pela coleta.


Rodrigo Azevedo é habilitado pela Assosindicos-SP como Síndico Profissional, exerce a atividade desde 2013. Passou por empresas como Grupo Hitachi e Telefonica / Vivo. Como jornalista focado do setor condominial, ministra cursos e palestras, atendendo clientes em quatro estados. É administrador de empresas, especializado em gestão empresarial.

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