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  • Redação JBA

Série especial: Viajando no tempo: quais são os destinos que você gostaria de revisitar?

Por Paulo Panayotis


A Grécia acaba de anunciar planos para o verão. Dentre eles a liberação de entrada no país de turistas que estejam vacinados além daqueles que apresentem teste de Covid negativo. Israel, um dos países que mais vacinaram até agora no mundo, já tem quase toda a população inoculada! O mundo, aos poucos, dá sinais de que ensaia um retorno lento e gradual no mundo do turismo. Infelizmente, não para os brasileiros. Por conta da política federal, estamos praticamente na lanterninha mundial de vacinação e nela deveremos permanecer ainda por um bom tempo! Assim, voltar a viajar para fora do País, deverá demorar bastante ainda. O fato é que enquanto não houver vacinação em massa no Brasil nenhuma área, seja ela ligada ao turismo ou à economia de maneira geral, voltará à ativa. Confinadamente pensativo, relembro com crescente saudade viagens recentes e outras tantas, inesquecíveis, em um passado mais distante. Europa, EUA, Ásia, Oceania!

Hermitão típico da Polinésia

Paisagens, lugares, cores e sabores vão e vem na minha mente. A partir desta semana, vamos revisitar destinos inesquecíveis e, certamente, gostaria de voltar a ver. Nesta semana começamos pelo Tahiti, um dos mais surpreendentes e encantadores destinos que tive o prazer de visitar nos últimos anos. Bons sonhos Monsieur, Madame!

A colorida Polinésia Francesa e o atum rosa !

Pode acreditar: o Tahiti não precisa de retoque!

Tahiti - Polinésia Francesa - Estou naquela porção de terra cercada de água que, para nós brasileiros, fica do outro lado do mundo. Composta por 118 ilhas e atóis, a Polinésia Francesa é o sonho de consumo para casais em lua de mel e gourmets de plantão. O paladar da comida? francês, claro, porém com sotaque de praia. Fico absolutamente maravilhado com a cor e o sabor. É a primeira vez que vejo um atum apresentar cor rosada. É a primeira vez, também, que sinto um sabor suave porém marcante deste que é um dos peixes mais celebrados do mundo. E aqui, seja no Tahiti ou em qualquer uma das outras 117 ilhas, é um dos pratos mais celebrados e apreciados

Atum ao molho de baunilha e basta

Roulottes de Papeete Foi aqui, na capital Papeete (leia pá-pê-tê) que tive meu primeiro encontro com essa iguaria. Mais precisamente nos chamados roulottes, espécie de food trucks, ou comida de rua do Tahiti. Na praça principal, Vai’ete, chapada de turistas e locais, saboreei meu primeiro atum. Foi na brasa e, inicialmente, não tive o impacto sensorial estético (lembram que o peixe é rosado, certo?). Mas estava sensacional. Acompanhado de batatas fritas e só! Os roulottes são a opção gastronômica mais em conta no Tahiti. Le Coco’ s. Papeete, Tahiti Considerado um dos restaurantes mais sofisticados – e badalados - do Tahiti, o Le Coco’s bomba todas as noites. Mais uma vez, persegui o atum. Mais uma vez perdi o impacto estético: foi servido selado na chapa com molho de baunilha. Estava divino, ao ponto. Aliás, a baunilha em favas é mais um dos tesouros deste conjunto de ilhas que fica no meio do nada e longe de tudo (ao sul do Oceano Pacífico Sul entre o Chile e a Nova Zelândia). Não desisti. Perseverei. Venci!

Finalmente, atum quase como veio ao mundo!

Restaurante K ‘gastronomique’. Sofitel, Moorea Rosado. Selado. Em crosta de dois tipos de gergelins torrados (brancos e pretos), ele chegou à mesa. Estou no fantástico restaurante K, do hotel Sofitel, Ia Ora. Estou na ilha de Moorea. O peixe fisgou meu olhar de tal maneira que até me esqueci do perfeito risoto de aspargos no qual repousava. A foto está linda? Nem passa perto do que é o peixe cru, ao vivo, estalando de sabor!

Um vinho único que nasce no coral!

Vinho ‘Blanc de Corail’ Persegui o atum rosado do Tahiti até meus últimos dias neste paraíso. Quase ao final, encontrei seu companheiro ideal. Um insólito vinho branco produzido em um atol, praticamente em cima dos corais. Não acredita? Nem eu. Mas ele existe. E se chama Vin Blanc de Corail. Sim, isso mesmo. Vinho branco do coral. Um francês maluco, chamado Dominique Auroy, pesquisou tanto, trabalhou tanto, que planta, desde 1990, uvas no atol de Rangiroa. E produz – bom – vinho com as uvas Muscat de Hambourg e Itália no Domaine Ampelidaces em Rangiroa! Salut!

Paulo Panayotis: tudo meu!

Semana que vem mais Tahiti e o fantástico The Brando: o melhor resort do mundo!


Fotos: Paulo Panayotis e Adriana Reis


Paulo Panayotis é jornalista especialista em turismo, mergulhador e fundador do Portal OQVPM - O Que Vi Pelo Mundo. Mora na Europa, tem passaporte carimbado em mais de 50 países e viaja com patrocínio e apoio Avis, Travel Ace e Alitalia.

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