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Série Especial Viajando no tempo - Hermitage, o gigante desconhecido

Por Paulo Panayotis


Nesta semana vamos viajar no tempo mais uma vez e revisitar uma das cidades mais fantásticas que conheci e, seguramente, uma das mais desconhecidas pelos brasileiros. Vamos ao Golfo da Finlândia, na Rússia, país de onde, aliás, pode vir nossa próxima vacina ante Covid-19! Se cuidem e, enquanto isso, vamos viajar sem sair de casa mesmo! Boa leitura.

Saint Petersbourg, Rússia. Quando cheguei à cidade de São Petersburgo, na Rússia, não acreditei. Ruas enormes, milhares de carros, corre corre. Por todos os cantos, obras de arte. Ao menos, para mim eram obras de arte. Encravada no Golfo da Finlândia, entre Tallinn, na Estônia e Helsinki, na Finlândia, São Petersburgo não podia ser mais resplandecente. A começar pelo grandioso museu Hermitage, um dos maiores e mais completos do mundo. Engraçado como pouca gente conhece ou até mesmo ouviu falar do Hermitage. Voltarei a ele já, já.

Museu Hermitage, São Petersburgo

Estava em São Petersburgo, ou Piter, como é carinhosamente chamada a cidade, para o encontro do G8 (Grupo dos 8 países mais poderosos do mundo). O ano era 2006. Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Rússia e Japão se reuniam pela primeira vez em território Russo. Lembro que o encontro começava em clima de grande preocupação pela escalada da violência no Oriente Médio. Como hoje, naquela época árabes e judeus estavam em pé de guerra. Cobria o encontro como correspondente de uma grande rede de TV. Tinha a obrigação professional de me ater aos fatos políticos e aos resultados do encontro. Mas a beleza da cidade e a surpresa por encontrar, em lugar tão distante, um museu de tamanha riqueza e obras de arte espalhadas pelas ruas, chamou muito minha atenção. O encontro terminou com uma preocupação maior ainda com os conflitos na faixa de gaza. Autoridades foram embora e o ritmo da cidade voltou ao normal. Aproveitei, então, para visitar “Piter” e suas obras de arte.

Um dos halls do Museu Hermitage: magnífico!

Tinha especial interesse no museu Hermitage. Pois é! descobri que não era só eu. O Hermitage, soube rapidamente, era (e é) a atração mais visitada da Rússia e está entre as 10 mais procuradas em todo o mundo. Resultado? Filas gigantescas para entrar. Por sorte, os jornalistas que estavam credenciados para o G8 tinham privilégios. Dentre eles conhecer o Hermitage sem passar pelas enormes e intermináveis filas. Foi uma experiência. Diria que foi “a” experiência! Bobagem tentar descrever aqui o que achei do museu.

Coleção de porcelana rara

Dou números. E dicas. Primeiro, os números: se eu quisesse conhecer todas as suas 1057 salas, contendo obras artísticas criadas pelo homem desde a pré-história até aos nossos dias, e quisesse parar um minuto para apreciar cada uma das peças expostas, seriam necessários onze anos! Onze anos! Dica: Vá. Mas compre os ingressos com antecedência. A menos que você seja jornalista credenciado pelo governo Russo ou tenha passaporte diplomático. Ah, não é esse o seu caso? Então compre antes. Garanto. Vale a pena cada centavo. Quando completou 250 anos, comemorou com uma festa daquelas. Óbvio que somente convidados VIPs estavam por lá. Não era o caso deste humilde jornalista. Óbvio que havia vodca da melhor qualidade e caviar em grande quantidade.

Uma das milhares de salas do Museu Hermitage

Fundado em 1764 por Catarina, a grande, foi reduto e privilégio da reis, rainhas e da burguesia da época. Somente em meados do século 19 foi aberto aos mortais. Este mortal aqui não se esquece desta experiência única, magnífica. Voltarei. Ah, você também quer ir e quer mais informações, dicas, horários? Então vai lá no portal de vídeo turismo O Que Vi Pelo Mundo (www.oquevipelomundo.com.br). Lá tem esta e outras histórias de mundos muito, muito longe do Brasil... Boa viagem e ‘spaciba” ou, em russo, obrigado.


Fotos: Paulo Panayotis / Adriana Reis - © O Que Vi Pelo Mundo



Paulo Panayotis é jornalista especialista em turismo, mergulhador e fundador do Portal OQVPM - O Que Vi Pelo Mundo. Mora na Europa, tem passaporte carimbado em mais de 50 países e viaja com patrocínio e apoio Avis, Travel Ace e Alitalia.

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