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Professor, sem ele não há “doutor”

Por Coronel Camilo


No último dia 15 comemoramos o dia do professor, aquele que merece todo nosso reconhecimento. Como diz o ditado: “sem professor não há doutor”. Essa é a mais pura verdade. Podemos até complementar, sem professor não há médico, dentista, militar, policial, economista, repórter, advogado, promotor, juiz etc. Resumindo, professor é a única profissão que torna todas as outras possíveis e aí está a magnitude dessa vocação de ser educador.


Lembro com saudade da época em que os professores eram reconhecidos, admirados, respeitados, não só pelos seus alunos, mas também pelos pais e por toda a sociedade. Tal qual deveriam sempre ser. Infelizmente, a falta de valores em nossa sociedade, fez com que os professores fossem desvalorizados ao longo do tempo. Principalmente aqueles dos anos iniciais, que pegam na mão do aluno, que ensinam a ler e escrever, que ajudam a formar a personalidade de nossas crianças. Um grande erro.


Ser professora do primário era tão importante que havia um curso específico para isso, o chamado “Normal”. Esse curso era equivalente ao ensino médio de hoje, onde as mulheres se formavam especificamente para dar aulas. Entendia-se, até pela existência desse curso específico, a importância desse início na formação do cidadão. A normalista, como carinhosamente era chamada, tinha uma grande missão: educar e passar valores, complementando o que a família fazia dentro do lar.


No mundo há inúmeros exemplos de países que se desenvolveram mais rapidamente, principalmente após grandes crises ou guerras, e o fizeram por meio da educação, pela atenção e valorização que deram ao tema. O grande exemplo - que tive o privilégio de conhecer pessoalmente em 2009 - é o Japão, que após a guerra se reergueu rapidamente e se transformou em potência mundial. Isso se deve, principalmente, pela valorização do professor e o cuidado com a educação.


Ainda falando do Japão, o único profissional que não precisa se curvar e fazer a reverência diante do imperador é o professor. A explicação é simples e, segundo consta, dada pelo próprio imperador: em uma nação em que não há professor, não pode haver imperador. O raciocínio está correto, pois, como já citamos, sem nossos mestres não haveria médicos, advogados, policiais, engenheiros. Além do ensino técnico, cabe a eles também formar pelo exemplo, pelas atitudes que transmitem às nossas crianças, jovens e adultos.

Nesse momento difícil que passamos nos últimos dois anos, de pandemia, de um novo normal, mais difícil ainda ficou a missão do professor. Ele teve que se adaptar às aulas on-line, à distância, teve que se desdobrar para lidar com essa nova realidade, ensinar sem estar olho no olho com seu educando, fazer com que seu aluno permanecesse, do outro lado da tela, prestando atenção aos seus ensinamentos. Tarefa nada fácil.


Precisamos valorizar este profissional cada vez mais. Esta valorização, independente do salário e benefícios, a cargo dos governantes e dirigentes, pode e deve ser feita por todos nós. Ações simples, uma ligação, uma mensagem nas redes sociais, um simples “obrigado mestre”, atitudes que demonstrem nosso apreço por esses profissionais especiais é o que devemos fazer não só nesse dia, mas sempre!



Coronel Camilo é secretário-executivo da Polícia Militar. É formado em Administração de empresas pelo Mackenzie, com bacharelado em Direito pela Universidade Cruzeiro do Sul e pós-graduado em Gestão de Tecnologia da Informação pela FIAP e em Gestão de Segurança Pública pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.

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