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“Prevenir é melhor do que remediar”

Por Coronel Camilo


Foto: Sergio Souza

Acertam o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes quando investem pesadamente na prevenção à desordem e ao crime. Cada qual na sua esfera, aumentando efetivo policial e de guardas, trabalhando na prevenção criminal, na prevenção primária, investindo na filosofia da Polícia Comunitária, na participação do cidadão, fomentando e incentivando os Conselhos Comunitários de Segurança (CONSEGS) e os Programas de Vizinhança Solidária (PVS).


Em recente entrevista em um programa de notícias locais, o governador Tarcísio de Freitas informou que autorizou a contratação de mais 13 mil policiais, dos quais 5.000 devem permanecer na região Centro de São Paulo. Também informou a aquisição de Bases Comunitárias Móveis (BCM) para serem utilizadas na capital e no interior. Essa visibilidade policial afasta o crime, reduz os indicadores e melhora a percepção de segurança do cidadão.


Por sua vez, o prefeito Ricardo Nunes também tem investido fortemente na reorganização da cidade e para auxiliar na segurança pública na capital de São Paulo. Além do aumento já conhecido de 1.200 vagas para a Atividade Delegada (aquela operação em que o policial militar, por adesão, trabalha na sua folga numa atividade municipal), o incremento de 1.500 novos guarda civis metropolitanos (1.000 entregues e 500 em treinamento), aumentou o valor da atividade e criou a Governança da Atividade Delegada, uma iniciativa que tem refletido em melhoria da percepção de segurança no Centro de São Paulo.


Quem trafega hoje pelo centro histórico de São Paulo vai, inevitavelmente, cruzar com duplas de policiais militares, normalmente de coletes refletivos, a pé ou de viatura, fazendo a prevenção, tanto na manutenção da organização urbana, como na prevenção criminal, vez que a presença do agente policial fardado inibe o crime. Iniciativa que se consolida e já se faz perceptível a melhora na segurança.


Sem deixar de lado a repressão imediata e a investigação, ações fundamentais na segurança pública, que colaboram para a redução dos índices criminais e para retirada de circulação dos infratores da lei, o investimento na prevenção é sempre o melhor remédio contra o crime. O que reduz indicador é o crime que não acontece e isso é fruto da prevenção: menos crimes, menos pessoas agredidas, furtadas, roubadas.


Aqui também entra a participação do cidadão. A polícia trabalha com sistemas inteligentes, a matéria-prima do sistema de inteligência é a informação, quem tem a melhor informação é o cidadão que mora na rua, que tem o seu comércio, que tem seu serviço naquele local. Essa informação precisa chegar à polícia. Daí a importância da participação ativa do cidadão, seja pelos Programas de Vizinhança Solidária, seja pelos Conselhos Comunitários de Segurança, seja ligando para polícia em qualquer atitude suspeita.


É bem verdade que aquele que sofreu ou presenciou uma ação criminosa estará impactado com o acontecido. Por isso, devemos trabalhar fortemente para que essas situações delitivas sejam mitigadas e, se possível, eliminadas. Reside aí a importância da prevenção e vale o ditado popular: “prevenir é melhor do que remediar.”




Coronel Camilo é formado em Administração de Empresas pelo Mackenzie, com bacharelado em Direito pela Universidade Cruzeiro do Sul e pós-graduado em Gestão de Tecnologia da Informação pela FIAP e em Gestão de Segurança Pública pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.


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