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Prevenção e diálogo podem afastar os jovens das drogas

Por Coronel Camilo


Todos os dias presenciamos em noticiários pelas várias redes de TV cenas lamentáveis de consumo de drogas a céu aberto na cidade de São Paulo. Inicialmente mais concentrados na região da Luz, em frente à Sala São Paulo, no Complexo Júlio Prestes, onde não se observa mais o grande fluxo de pessoas, agora podemos vê-los em várias regiões da cidade. As consequências do uso das drogas e do álcool são uma grande preocupação dos pais em relação aos filhos.

A melhor forma de proteger os nossos filhos, e as crianças de um modo geral, é trabalharmos fortemente na prevenção e no diálogo. Temos que evitar que a criança tenha contato com a droga ou que seja cooptado pelo traficante para, num primeiro momento ser incentivado ao consumo e, na sequência, após se tornar dependente, ser explorado e passar a ser um traficante a serviço do crime organizado. É realmente uma situação preocupante

Importante trabalharmos na prevenção, desde a família, passando pela escola e na sociedade de maneira geral. Além das famílias e dos professores, que habitualmente trabalham na conscientização do jovem, passando valores éticos e morais, os policiais militares também desenvolvem um papel de grande valor na sociedade, por meio do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, o PROERD. Em duplas, os PMs vão às salas de aula dar palestras aos jovens alertando sobre os riscos do uso das drogas e como ela funciona num verdadeiro caminho sem volta.

Em 1993, houve a implantação da primeira turma de instrutores formados na Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB), contando com integrantes até mesmo da polícia carioca. O foco desta medida é justamente a prevenção, com aulas, rodas de conversas e até brincadeiras para os mais novos que remetem ao tema.

Outra forma, e não excludente, é o diálogo. Precisamos cada vez mais conversar com nossos filhos, desde criança, na faixa dos 8 ou 9 anos em diante, para que conheçam o mal feito pelas drogas, em especial do crack. Devemos fazer isso, o quanto mais cedo possível, de forma franca, pois com o avanço da tecnologia, o acesso fácil à internet e à milhões de informações, certamente eles terão contrato com esse lado ruim da vida e de maneira distorcida. Que os próprios pais e professores sejam os primeiros a lhes dar essa informação e da forma correta.

Sem valores, sem conceitos básicos de cidadania, ordem e moralidade, o indivíduo fica sem rumo e, muitas vezes, parte para o crime. Por isso, o apoio da família é fundamental nesse processo, assim como os professores, que passam grande parte do tempo com as crianças e jovens, conseguem passar esses valores de cidadania. É assim que se forma o cidadão do futuro.


Coronel Camilo é secretário-executivo da Polícia Militar. É formado em Administração de empresas pelo Mackenzie, com bacharelado em Direito pela Universidade Cruzeiro do Sul e pós-graduado em Gestão de Tecnologia da Informação pela FIAP e em Gestão de Segurança Pública pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.

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