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Polícia e comunidade: uma parceria que dá certo

Por Coronel Camilo


A prevenção é sempre o melhor remédio e, em se tratando de segurança pública, é fundamental. Quando se consegue prevenir o crime, menos pessoas são vítimas de roubos, furtos, agressões, homicídios. Essa redução da criminalidade aumenta a percepção de segurança e melhora nossa qualidade de vida. Por isso se investe, cada vez mais, em prevenção.


O uso da inteligência é a melhor forma de evitar que o crime aconteça. Ela nos permite conhecer a dinâmica criminal, criar respostas policiais e racionalizar a utilização dos recursos disponíveis. Contudo, a inteligência precisa de uma fundamental matéria prima: a informação. De nada adianta tecnologia de ponta, com utilização de sistemas inteligentes, inteligência artificial, se não houver a informação.


Sabendo que a melhor fonte de informação é o cidadão, pois é ele quem sabe o que acontece na sua rua, no seu bairro e na sua cidade, a polícia procurou experiências e técnicas para se aproximar da comunidade e fazer essa informação chegar às suas áreas de planejamento. Assim surgiu a filosofia de Polícia Comunitária, adotada em muitos países e implantada com sucesso em São Paulo.


A criação dos Conselhos Comunitários de Segurança (CONSEG), em 1985, pelo Governador Franco Montoro, foi o embrião do Policiamento Comunitário em São Paulo, que teve sua implantação formal na Polícia Militar (PMESP) em 1997, com a criação da Comissão de Implantação do Policiamento Comunitário.


O policiamento comunitário é uma filosofia e, ao mesmo tempo, uma estratégia institucional. Como filosofia, permeia todos os níveis da PM e é absorvida por todos os policiais militares, que aprendem e aplicam conceitos primários de solidariedade e respeito às individualidades no cotidiano do trabalho com a população. Enquanto estratégia, direciona esforços, medidas e programas institucionais no sentido de criar continuamente condições de aproximação com a população (Secretaria da Segurança Pública, 2016).


Depois de pesquisar muitas formas pelo mundo, o modelo japonês, denominado Sistema Koban, foi adotado. Consiste na internalização e utilização da filosofia em todos os programas de policiamento e na utilização de Bases Comunitárias de Segurança (Kobans), com base no conceito de que, tanto a polícia quanto a comunidade devem trabalhar juntas para identificar, priorizar e resolver os problemas, com o objetivo de melhorar a qualidade geral de vida.


Contando com uma parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), com reuniões periódicas para estudar aperfeiçoamentos ao modelo, o programa em São Paulo deu muito certo e a Polícia Militar se tornou multiplicadora do Sistema Koban para os outros Estados brasileiros e países da América Latina.


Fruto daquela comissão de 1997, após diversos trabalhos, em 2008 foi criada a Diretoria de Polícia Comunitária e de Direitos Humanos, para estudar e divulgar a filosofia em todas as Unidades Policiais do Estado, trabalhando sempre junto com o cidadão. Sempre que a polícia e a comunidade trabalham em conjunto, resultados consistentes e perenes são alcançados.


Participar e colaborar com a Polícia é a melhor maneira de melhorar a segurança na sua região. Conheça mais sobre a Polícia Comunitária no site da Polícia Militar do Estado de São Paulo (www.policiamilitar.sp.gov.br) e, mais do que isso, participe do CONSEG, do Programa Vizinhança Solidária

(PVS), conheça o policial do seu bairro e trabalhem juntos pela segurança. Isso sempre dá certo.


Coronel Camilo é secretário-executivo da Polícia Militar. É formado em Administração de empresas pelo Mackenzie, com bacharelado em Direito pela Universidade Cruzeiro do Sul e pós-graduado em Gestão de Tecnologia da Informação pela FIAP e em Gestão de Segurança Pública pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.

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