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Poder público e sociedade enfrentando a violência contra a mulher

Por Coronel Camilo


Na última semana tivemos mais um exemplo de que, quando trabalham em conjunto poder público e sociedade, as coisas funcionam e muito bem. Foi lançado o projeto "Não seja mais uma vítima - ações educativas e preventivas no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher". O projeto discute a importância da identificação da violência de gênero, em especial a violência doméstica e familiar, a partir de ações orientativas à adolescentes e jovens, bem como o reconhecimento dos serviços de acolhimento e apoio às vítimas e seus dependentes.

A ideia básica do projeto é trabalhar na prevenção. À semelhança do PROERD, Programa de Resistência às Drogas e a Violência da Polícia Militar, o projeto visa atingir os jovens, em tenra idade, para que consigam identificar as mais variadas formas violência. Muitos estão sofrendo violência ou pequenas violências e não se dão conta disso, por entenderem ser normal no ambiente em que vivem. Além disso, o projeto visa mostrar as formas de se prevenir e, no caso de estarem sendo vítimas ou presenciarem alguém que esteja sendo vítima, saberem quais são as formas de procurar ajuda.

Bem didático e construído, o projeto esclarece, de forma muito simples, todos os tipos de violência, pois muitos jovens pensam que a violência é só a física, mas temos a violência psicológica, a violência sexual, a violência patrimonial, a violência moral. Há uma grande explanação também sobre as formas como a violência pode acontecer. Muitas vezes inicia-se de forma muito sutil, como a simples interrupção constante da fala da outra pessoa, depois pode caminhar para uma agressividade na fala e por fim chegar a violência física. É preciso saber identificar e interromper este ciclo.

A importância deste projeto é que contou com o engajamento da comunidade na execução e divulgação das políticas públicas, surgiu na própria sociedade e teve a colaboração do poder público. Sua maior relevância está em atingir um público mais jovem, com linguagem e método apropriados com a finalidade de discutir a violência de gênero com leveza e técnica. O projeto também tem duas grandes ideias: engajar o público jovem e utilizá-los na difusão do projeto; e utilizar as escolas como forma de se atingir a maior quantidade de jovens possível, visando a diminuição dos conflitos, maior segurança para todos e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Em breve, essa iniciativa deve se capilarizar para todas as escolas. Gostaria de deixar aqui o meu agradecimento às pessoas que fizeram o projeto virar uma realidade, e foram muitos, mas agradeço em especial a Elizabeth Vinson, empresária, idealizadora do projeto, e a Dra. Fabiana Zapata, Defensora Pública e Assessora Especial para Direitos Humanos da Secretaria da Segurança Pública, por tê-lo gerenciado e feito acontecer. Gratidão!


Coronel Camilo é secretário-executivo da Polícia Militar. É formado em Administração de empresas pelo Mackenzie, com bacharelado em Direito pela Universidade Cruzeiro do Sul e pós-graduado em Gestão de Tecnologia da Informação pela FIAP e em Gestão de Segurança Pública pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.

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