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Pesquisa revela que 70% das mães têm o hábito de dar mesada, contra apenas 29% dos pais

Especialista explica que o valor do dinheiro e uma boa educação financeira são os melhores investimentos para o futuro

Durante o mês das crianças muitos pais aproveitam as ocasiões para presentear os herdeiros com roupas, brinquedos, eletrônicos e etc. Mas por que não usar as datas para introduzir a educação financeira para as crianças?


Estudo realizado pela fintech Acordo Certo com 1.600 participantes, revelou que 70% das mães têm o hábito de dar mesada, contra apenas 29% dos pais. Entre elas, 89% falam com os filhos sobre a situação financeira, oito pontos percentuais a mais que o sexo oposto. Quando falamos de poupança, 87% das mães conversam com o filho sobre guardar dinheiro. Em relação aos pais, a proporção cai para 80%.


“É muito importante que a criança saiba qual é a situação financeira da família. É bom que tenha noção de como é organizado o orçamento e as principais despesas. Esse assunto tem que estar presente no dia a dia”, diz Bruna Allemann, educadora financeira de Acordo Certo.


Segundo ela, ensinar os pequenos a lidar com dinheiro é tão importante quanto alfabetizá-los. Isso porque crianças sem educação financeira tendem a se tornar adultos que não compreendem o valor do dinheiro, que caem em armadilhas financeiras e se afogam em dívidas – situação vivida por 63% dos consumidores no primeiro semestre de 2022.


Nesse sentido, a educadora financeira preparou um guia da educação financeira infantil por idade. Confira:


2 a 5 anos: Estimule a matemática básica. Essa é uma boa fase para introduzir a matemática básica na rotina da criança através do dinheiro. Comece explicando sobre moedas, o valor de cada uma e como funciona a soma delas. Também é uma boa fase para começar o “cofrinho”.


6 a 8 anos: Converse sobre preços e gastos. Ensine sobre preços, gastos e como evitar desperdícios. Entendendo isso, ela saberá dar mais valor ao dinheiro e as coisas. É o momento ideal para ensiná-los a usar o dinheiro brincando de mercadinho ou loja, por exemplo.


9 a 12 anos: Ensine a administrar o dinheiro. Com a noção do caro e do barato, as crianças podem começar a fazer as próprias escolhas. Dê uma pequena quantia para ela organizar durante a ida ao supermercado ou a uma loja de brinquedo. Incentive também a guardar um valor X de sua mesada todo mês.


13 a 15 anos: Ensine a diferença entre desejar e precisar. Essa fase é de maior liberdade. Ensine ela a gastar pensando no futuro, sabendo a diferença entre querer e precisar de algo. Assim ela saberá dar prioridade para os seus gastos. Aqui também é uma boa fase para começar a usar cartão de débito ou crédito.


Por fim, Bruna Allemann reforça que os hábitos financeiros são passados de uma geração para outra, por isso os pais precisam dar exemplo dentro de casa. “Desde a infância somos influenciados pelos hábitos de consumo dos nossos pais. Não adianta falar para o filho controlar os gastos, se o pai ou a mãe se comportar como um comprador impulsivo. Controle-se também.”

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