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Pela retomada das aulas presenciais em 2021

Por Mario Covas Neto


O Réveillon na avenida Paulista não acontecerá. A tradicional Corrida Internacional de São Silvestre deve ser cancelada nos próximos dias. O carnaval de 2021 foi adiado oficialmente pela Prefeitura. Todas essas medidas foram tomadas devido à pandemia do coronavírus e o alto risco de transmissão da doença por conta de aglomerações.


Sendo assim, não faz o menor sentido que as aulas presenciais retornem em setembro, como deseja o Governo do Estado. Vou além. É irresponsável deixar os alunos, professores e demais profissionais da Educação expostos a um risco desnecessário ainda este ano.


Vamos aos fatos. Aprovamos na Câmara um projeto que estabelece diretrizes para o retorno presencial. Uma das medidas é que cabe aos pais a decisão de enviar ou não o filho para a escola. Suponhamos que uma parte concorda com a volta, outra parte discorda. Como igualar o nível de aprendizado de quem irá presencialmente com os que não irão?


Como recuperar um ano de ensino truncado e online em três meses? Impossível. Sem contar que na lei aprovada consta que os alunos não poderão ser reprovados.


Há ainda questões específicas, como: haverá um novo material didático ou usarão o mesmo planejado no início do ano? E os uniformes e os kits de proteção individual e protocolos de segurança?


A Prefeitura divulgou no dia 18 de agosto, um dado importante do inquérito sorológico que está sendo realizado. Entre os dias 6 e 10 de agosto, foram testados 6 mil alunos da rede municipal, com idade de 4 a 14 anos. A pesquisa apontou que apenas 16,1% contraíram o coronavírus, ou seja, os outros 84% não infectados estarão sujeitos a serem contaminados pelos 16% que testaram positivo. Sem contar que do total infectado, mais de 64% se mostraram assintomáticos, dado que preocupa e demonstra que a chance de propagação do vírus é alta.


Além disso, existe mais um agravante: estima-se que um em cada quatro estudantes mora com pessoas acima dos 60 anos, faixa etária que é mais vulnerável a adoecer e ter complicações em função da Covid-19.


Por isso, protocolei uma Moção que recomenda ao Executivo que as aulas presenciais nas escolas da rede municipal sejam retomadas no ano que vem. O texto conta com a assinatura de vários vereadores e faço um apelo para que, até a próxima semana, quando pretendo encaminha-la à Prefeitura, mais colegas se sensibilizem com a causa.


Esse é um gesto político. Como legislador, como homem público, como pai, acho que toda cautela nesse momento de pandemia é fundamental para que a vidas das nossas crianças, de suas famílias e dos nossos educadores sejam preservadas.


Mario Covas Neto é filho do ex-governador Mario Covas e de Florinda Gomes Covas, a dona Lila. Advogado, foi reeleito vereador nas eleições de 2016 com 75.583 votos, quinta maior marca entre os concorrentes. Foi candidato ao Senado em 2018 e obteve mais de 2 milhões de votos. É presidente estadual do Podemos.

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