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  • Redação JBA

Peça online ao vivo Terra Medeia, acontece ao vivo em três países

Espetáculo é uma continuação de parceria artística entre artistas brasileiros e suecos que começou no bem sucedido Dissecar uma Nevasca

Imagem: João Caldas

Com direção da sueca Bim de Verdier (que assina a tradução ao lado de Nestor Correia), o texto Terra Medeia, da também sueca Sara Stridsberg, acontece ao vivo em três países e os atores se dividem entre Brasil, França e Suécia. Nicole Cordery e Renato Caldas estão em cena no estúdio de João Caldas, renomado fotógrafo de teatro, localizado no bairro de Perdizes, em São Paulo, que neste momento também assina a direção de arte e as filmagens. Bim de Verdier faz o espetáculo da Suécia, Rita Grillo da França e André Guerreiro Lopes e Daniel Ortega e de suas casas no Brasil.


Em Terra Medeia, a autora Sara Stridsberg acompanha de perto a tragédia clássica escrita por Eurípedes há quase 2500 anos. No entanto, o mito antigo é situado no mundo contemporâneo e, ainda assim, fora de tempo e espaço. Nesse enredo, onde a realidade se mistura com o sonho, Medeia é uma imigrante que, abandonada por seu marido, também perde o direito de viver no país dele.


A ideia do projeto surgiu do bem sucedido espetáculo da mesma autora que aconteceu em 2015: Dissecar uma Nevasca. Com o bom recebimento do público e crítica, as idealizadoras Bim de Verdier e Nicole Cordery decidiram fazer mais um trabalho juntas, da mesma dramaturga e com a mesma equipe. “Tivemos um desejo de entrar de novo num mundo criado por Sara Stridsberg, de trabalhar outra vez com as palavras, imagens e personagens dela”, conta Bim.


Sara Stridsberg é uma escritora e dramaturga sueca multipremiada, que alcançou repercussão internacional. Seus textos são traduzidos em mais de 25 idiomas. Em seus romances e peças teatrais, Sara trata de mulheres em luta por sua liberdade e contra as condições que a sociedade impõe. Suas histórias abraçam questões existenciais, psicológicas e políticas, convidando o leitor/espectador a examinar os temas de múltiplas perspectivas.


Medeia é sempre Medeia. Alguém tem que ser Medeia

A peça ilustra como alguém rejeitado no amor e na sociedade pode perder o chão e se tornar perigoso. “Medeia faz de tudo para encontrar alguma solução. Ela se revolta, quer justiça, chora e esperneia, exige sua vida de volta. Ela quer fugir do destino, mas alguém tem que ser Medeia. Medeia é sempre Medeia”, diz Bim.


A autora não escreve sobre pessoas extremas, mas sobre pessoas sensíveis em situações extremas. Medeia é uma entre nós. Nessa condição podemos nos encontrar. “Eu quero criar personagens rodeados de mundos inteiros. Somos soberanos e presos, intelectuais e perdidos, tudo ao mesmo tempo”, conta a dramaturga Sara Stridsberg.


Serviço

Até 13 de junho, sábados e domingos, às 17h.

Retirada de ingressos e transmissão pelo site Plataforma Teatro www.plataformateatro.com

Ingressos gratuitos.

Duração: 80 minutos. Classificação indicativa:14 anos.



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