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  • Redação JBA

Passeios por São Paulo: Roteiro do Café no centro da cidade

O café transformou a economia e os hábitos brasileiros. A economia cafeeira é o fator que desencadeou o desenvolvimento que levou a capital paulista da nona cidade do Brasil em 1872 até a metrópole global de hoje.


Na região central de São Paulo é possível observar os caminhos do desenvolvimento urbanístico gerados pela economia cafeeira, assim como as reminiscências arquitetônicas e os locais em que funcionavam alguns dos mais emblemáticos cafés da cidade.


Assim que passar a pandemia, que tal conhecer um pouco mais sobre sua história caminhando pelas ruas de São Paulo e aproveitando para saborear essa delícia em algumas das cafeterias mais tradicionais do centro cidade? Por enquanto, você pode conferir nosso roteiro e fazer um passeio virtual com a gente!


1. Palácio da Justiça

Exemplo de construção da nova metrópole que se modernizava pela economia cafeeira, esta obra do Escritório Técnico Ramos de Azevedo (principal arquiteto da São Paulo do café), foi projetada em 1911 mas só foi inaugurada em 1933. Em estilo eclético, com influência neorrenascentista, a fachada apresenta acabamentos luxuosos e é ornamentada com figuras, cariátides (estátuas femininas com função de coluna) e símbolos do Judiciário. No interior, o ponto alto é o Plenário do Júri, revestido com lambris de madeira de lei e teto orna - mentado e coroado por uma clarabóia no centro. Abriga exposições permanentes e temporárias mantidas pelo Museu do Tribunal de Justiça – hoje sediado no Palacete Conde de Sarzedas (Rua Conde de Sarzedas, 100).

Onde: Praça Clóvis Bevilácqua, s/n


2. Edifício Guinle

Pode ser considerado o primeiro prédio vertical da cidade. Construído entre 1913 e 1916, foi a primeira construção brasileira que teve seu procedimento acompanhado por técnicos do Laboratório de Ensaios da Escola Politécnica, além de ser a primeira edificação feita em concreto armado. Numa época em que os edifícios vizinhos não passavam de três andares, este projeto dos arquitetos Hipólito Gustavo Pujol Júnior e Augusto de Toledo chegou aos oito pavimentos e 36 metros de altura. A fachada apresenta ornamentação Art Nouveau, com motivos de ramos e frutos de café, remetendo à riqueza trazida pela economia cafeeira, além de pertencer à família Guinle, cuja herança cresceu largamente com o dinheiro da exploração do café.

Onde: Rua Direita, 49


3. Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)

A antiga sede do Banco do Brasil na cidade de São Paulo foi construída entre 1923 e 1927, seguindo o projeto do arquiteto Hipólito Gustavo Pujol Júnior, professor da Escola Politécnica. Desde 2001, abriga o Centro Cultural Banco do Brasil, um dos mais ativos e completos espaços culturais paulistanos, parte de mais um esforço na política de revitalização do centro da cidade. A fachada também apresenta adornos de ramos de café. Outro destaque é o cofre da antiga agência no subsolo do prédio.

Onde: Rua Álvares Penteado, 112


4. Largo do Café

Antigamente o café era aqui comercializado, numa espécie de bolsa informal, até 1914 com a instituição da Bolsa Oficial do Café, em Santos (que se tornou a maior praça cafeeira do mundo). Atualmente há bares e cafeterias muito animados após o horário comercial, onde se pode saborear um bom café.

Onde: Cruzamento das ruas São Bento, Álvares Penteado, do Comércio e Dr. Miguel Couto.


5. Edifício Martinelli

Na São Paulo que crescia com o dinheiro do “ouro negro”, quando inaugurado, em 1929, era o mais alto edifício do mundo fora dos Estados Unidos, condição perdida apenas em 1936. Inicialmente de autoria do arquiteto húngaro William Fillinger, o projeto de 12 andares foi alterado pelo próprio empreendedor da obra, Giuseppe Martinelli, que tinha a meta de 30 andares e a atingiu ao construir sua mansão no topo do prédio, assim demonstrando aos desconfiados que, apesar de tão alta, a construção era segura. Havia neste exato local o Café Brandão, um dos mais marcantes da época.

Onde: Rua Líbero Badaró, 504


Lugares para tomar um bom café

Café do Pateo: oferece cafés especiais, broas de milho e o pão do Pateo, feito com farinha de mandioca com receita original deixada pelo padre José de Anchieta. Onde: Pateo do Collegio.


Café Girondino: Bem em frente ao Mosteiro de São Bento, ele se beneficia da vista privilegiada da construção dos monges, do outro lado da rua. Onde: Rua Boa Vista, 365.


Badaró Art Caffé: O cardápio oferece desde combos de café da manhã a almoços leves e sanduíches especiais. Onde: Rua Líbero Badaró, 408


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