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O diabo quer transformá-lo num apetitoso churrasco!

Por Fernando Jorge

Salman Rushdie, na época do lançamento do livro "Os Versículos satânicos", em 1989. (Imagem: Divulgação)

Sou um escritor e jornalista que detesta a calúnia, a mentira, a injustiça. Não silêncio diante do erro e só crítico baseado na verdade. Se alguém quiser me processar, devido a isto, sairá perdendo rapidamente e ainda terá de me pagar indenização. Sem ser metido a valentão, as minhas acusações provam de modo claro: sou muito perigoso. E por quê? Porque destruir a mentira equivale a desmoralizar, a esmagar quem a expele pela boca ou por escritor, etc.


O meu colega Ubiratan Brasil, que é fecundo, bem-informado e redige de maneira clara, sem assassinar a língua portuguesa, cometeu um ato de insensatez, pois escreveu uma reportagem de página inteira sobre Salman Rushdie, publicada no Estadão. Nascido na Índia, o desequilibrado Salman cometeu a loucura de difamar o Islamismo, a religião dos muçulmanos, o Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, e Maomé, o profeta dele.


Dezenas de árabes e de seus descendentes me pediram:


– Você tem sangue árabe, proteste contra essa reportagem do Ubiratan Brasil.


No livro Versículos satânicos (The satanic verses) de Rushdie, ele conta que o diabo, disfarçado de Arcanjo Gabriel, transmitiu versículos novos a Maomé.


Em outra passagem do seu livro desonesto, imundo, Salman mostra as prostitutas de um bordel como esposas de Maomé, como se ele fosse um cafetão, um gigolô. Blasfêmia tão grande, tão estupida como a de garantir isto: a Virgem maria, Nossa Senhora, mãe de Jesus, era dona de um prostibulo, sua cafetina. Meu sangue de brasileiro descendente de árabes, pegou fogo, ferveu, senti-me indignado, revoltado.


Dezenas dos meus leitores, após a publicação da reportagem de Ubiratan Brasil, pediram a mim: mostre quem é Salman Rushdie. É o que faço nesta crônica.


O aiatolá Khomeini sentenciou Salman à morte, no dia 18 de fevereiro de 1989. E não apenas ele, à pena capital, mas também todos editores e divulgadores do seu livro execrável. Reproduzo as seguintes palavras do decreto:


“Se alguém morrer nesta ação (a de assassinar os apoiadores de Rushdie), será considerado mártir e seguirá diretamente para o Céu. Que Alá os abençoe.”


Tenho perguntado várias vezes a mim mesmo, após haver lido o decreto do aiatolá: como o difamador do Alcorão e de Maomé continua vivo, como? Impaciente, o diabo o espera lá no Inferno, com um espeto em brasa, destinado a transformá-lo num apetitoso churrasco...



Fernando Jorge é jornalista, escritor, dicionarista e enciclopedista brasileiro. Autor de várias obras biográficas e históricas que lhe renderam alguns prêmios como o Prêmio Jabuti de 1962. É autor do livro “Eu amo os dois”, lançado pela Editora Novo Século.

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