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O bom vizinho aquece o nosso coração como um bom vinho e o mau vizinho o fere como um espinho

Por Fernando Jorge

Foto: Freepik

Eu inventei este provérbio:


“O bom vizinho aquece o nosso coração como um bom vinho.”


E o mau vizinho, perguntará o leitor. Também inventei este outro provérbio:


“O mau vizinho fere o nosso coração como um espinho.”


Existem, na minha opinião, vários tipos de vizinhos. Vou citá-los.


O vizinho gentil, educado, prestativo, sorridente, sempre disposto a conversar conosco.


O vizinho mal-educado, incapaz de ser amável, cordial, prestativo, sempre de cara fechada, incapaz de sorrir.


O vizinho desconfiado, que nos olha de maneira estranha, como quem vê um inimigo.


O vizinho invejoso. Ele exibe a sua inveja ao olhar a nossa casa ou o nosso apartamento. O seu olhar parece dizer: você tem o que eu não tenho e por isto não gosto de sua pessoa.


O vizinho orgulhoso. Não gosta de olhar para nós e se olhar parece dizer: eu sou superior a você, porque sou rico, bonito, e você é pobre, feio, está mal-vestido e fedorento.


Há outros tipos de vizinhos, mas paro aqui.


Agora abro a Bíblia, como faço diariamente, há mais de quarenta anos, e leio isto numa de suas páginas:


“Mais vale um vizinho perto que um irmão distante” (Prov. 27-10).


Pura verdade, porque alguém afirmou:


“Um amigo é sempre um irmão, porém um irmão nem sempre é um amigo.”


Concluo dizendo:


– E que Deus nos proteja das ações ruins dos maus vizinhos e dos maus irmãos.



Fernando Jorge é jornalista, escritor, dicionarista e enciclopedista brasileiro. Autor de várias obras biográficas e históricas que lhe renderam alguns prêmios como o Prêmio Jabuti de 1962. É autor do livro “Eu amo os dois”, lançado pela Editora Novo Século.



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