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  • Redação JBA

Novo ambulatório com atendimento à população albina é criado pelo Instituto Nóbrega

Serviço gratuito disponibiliza consultas, exames, óculos e protetor solar

Imagem: Divulgação

O Instituto Nóbrega, organização dedicada exclusivamente a ações em prol da população albina, inaugurou na última segunda-feira, 09 de novembro, um ambulatório próprio com serviços gratuitos voltados às pessoas com albinismo. Os primeiros pacientes atendidos fazem parte de um grupo que fez o cadastrado, através do site da instituição e teve a consulta previamente agendada pelos profissionais do local.

Fundado em junho deste ano e atuando de forma remota, o Instituto Nóbrega começou suas atividades físicas com o atendimento realizado por médicos generalistas. A diretora médica da organização, Dra. Renata Domingues de Nóbrega, explica que nesta primeira avaliação os pacientes puderam sair com encaminhamento para realização de exames e consultas com especialistas. “Os pacientes que forem avaliados pelo clínico geral do ambulatório e precisarem de retorno com especialistas como dermatologistas, cardiologistas, oftalmologistas, entre outros, já terão essas consultas agendas no local e aqueles que precisarem realizar algum exame também saíram com o pedido e o encaminhamento”, explica a porta voz.

Graças a parcerias com laboratórios, óticas e outras empresas, o Instituto conseguirá suprir as principais necessidades clínicas dos pacientes, como atendimentos especializados, realização de exames, aquisição de óculos, protetor solar e protetor labial.

Dra. Renata comemora as ações e conta que essa é uma grande conquista para uma população tão esquecida, descriminada e muitas vezes dependente de programas governamentais que não contemplam na íntegra suas necessidades.

Sediado na zona Sul de São Paulo, o Instituto Nóbrega  tem como objetivo conhecer iniciativas existentes no Brasil, unir forças e impulsionar ações em prol da causa albina, buscando visibilidade nacional, além de criar uma grande rede de apoio para melhoria da expectativa e qualidade de vida desta população.

Essas pessoas passaram por uma alteração genética, tendo deficiência na produção de uma enzina, a melanina.  A pigmentação acentuadamente reduzida na pele, pelos e olhos se limita as áreas dermatológica e oftalmológica, sem qualquer tipo de alteração no QI. No entanto, esse grupo de pessoas enfrenta extrema discriminação o que reflete, por exemplo, nas condições socioeconômicas devido falta de oportunidades de emprego, dificuldades no sistema público de saúde, as intemperes da natureza, bullying dentro das escolas, dentre tantos outros temas do universo da população albina.

Os albinos que tiverem interesse nos serviços podem entrar em contato através do telefone (11) 99523-2966 ou pelo site do instituto: www.institutonobrega.org.br/

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