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Liberdade de expressão de forma ordeira

Atualizado: Jul 7

Por Coronel Camilo


Novamente, a Polícia Militar de São Paulo garantiu o direito da livre manifestação, tanto no Largo da Batata, em Pinheiros, como na Avenida Paulista, quando grupos opostos fizeram protestos no domingo passado. Em ambos os lados, presenciamos a liberdade de expressão de forma ordeira, como deve ser. É isso que se espera de atos democráticos. Nos dois bairros tudo transcorreu dentro da normalidade e a Polícia Militar protegeu as pessoas e acompanhou os eventos com muita transparência e comprometimento.


Infelizmente, já no final do dia, um grupo de vândalos, na verdade, uma minoria, resolveu depredar uma agência bancária na zona oeste e foi rapidamente repreendido pelos próprios manifestantes. Neste caso, a PM esteve presente para impedir a quebra da ordem pública e adotou o que chamamos de uso progressivo da força. É necessário lembrar: essas pessoas não estavam ali para se manifestar ou buscar seus direitos e sim para prejudicar os cidadãos, agredir as pessoas e destruir o patrimônio, seja ele público ou privado.  Nessa e em manifestações futuras, não serão permitidos que grupos isolados promovam a baderna atrapalhando quem se manifesta de forma organizada. A população não pode ficar sem resposta mediante a tantos atos criminosos. Por isso, as polícias têm trabalhado intensamente para identificar essa minoria que pregou a desordem. No total, no domingo, 32 pessoas foram detidas PM portando soco inglês, coquetel molotov, bastão de madeira e estilingue. Causa estranheza alguém levar itens que podem ferir o próximo em um evento democrático.


Ainda na operação, 4 mil policiais atuaram com apoio de três helicópteros Águia, que sobrevoaram as duas regiões, além de seis drones, motos da ROCAM e câmeras corporais nos policiais. Entre as ações, destaco o trabalho dos mediadores da PM, identificados por um colete azul e que  cuidaram da negociação com um dos grupos que, em determinado momento, resolveu avançar por ruas laterais de Pinheiros, o que não estava previsto e nem ajustado anteriormente em reuniões. O papel do negociador é essencial para promover a paz. É isso que queremos. A missão é de nunca repreender e sim chegar a um denominador comum com lideranças.


A PM também foi transparente todo o tempo. A imprensa, advogados e o Ministério Público, por exemplo, foram convidados a acompanhar de perto as duas manifestações em nosso Centro de Gerenciamento de Operações. Enfatizo que a polícia não tem lado e ideologia. A polícia está do lado da lei. Se houve um fato específico, ou quando isso ocorrer, a PM analisa criteriosamente e, se necessário, corrige falhas. A PM tem o compromisso com o acerto e com o cidadão de bem.


Coronel Camilo é secretário-executivo da Polícia Militar. É formado em Administração de empresas pelo Mackenzie, com bacharelado em Direito pela Universidade Cruzeiro do Sul e pós-graduado em Gestão de Tecnologia da Informação pela FIAP e em Gestão de Segurança Pública pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.

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