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  • Redação JBA

Julho verde marca a campanha de conscientização e combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço

Entre os vários tipos de câncer de cabeça e pescoço está o Câncer da Tireoide, que é o mais comum deles e acomete três vezes mais as mulheres do que os homens. Em geral apresentam crescimento lento, com reduzida probabilidade de metástase a distância e baixa mortalidade.

Imagem: Galeria WIX

O avanço das imagens da ultrassonografia, além do aumento do uso deste método para investigação, contribuiu para maior detecção de nódulos de tireoide, e consequente aumento do diagnóstico precoce deste tumor.


O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que neste ano sejam diagnosticados no Brasil 13.780 novos casos de câncer de tireoide (1.830 em homens e 11.950 em mulheres). Esses valores correspondem a um risco estimado de 1,72 casos a cada 100 mil homens e 11,15 casos a cada 100 mil mulheres.

Os principais fatores de risco para o câncer de tireoide são: ser do sexo feminino, idade fértil, história de dieta com deficiência de iodo e exposição à radiação.


O tratamento do câncer da tireoide deve ser individualizado de acordo com idade, sexo, condição clínica do paciente, características ultrassonográficas da lesão como tamanho, localização, entre outras. A escolha pode ser desde vigilância ativa (acompanhamento intensivo da lesão através de ultrassonografia) que começou a ser utilizada recentemente por alguns grupos para casos selecionados de microcarcinomas, ou tratamento cirúrgico com lobectomia (retirada cirúrgica de um dos lobos) ou tireoidectómica total (retirada total da tireoide), esta última associada ou não a radioiodoterapia.


O Câncer de tireoide é comumente conduzido por equipe multidisciplinar, formada por endocrinologista, radiologista, cirurgião de cabeça e pescoço e médico nuclear.

É importante ressaltar que mais de 90% dos nódulos de tireoide são benignos, e mesmo lesões malignas normalmente são de fácil identificação, por isso é necessário o acompanhamento com especialistas para avaliação de qualquer alteração nesta região.



Dra. Isabela de Mendonça Vaz Moraes é endocrinologista, graduação em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas PUC Campinas e com especialização em Endocrinologia e Metabologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, título de especialista pela Sociedade de endocrinologia e metabologia- SBEM

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