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Janeiro Branco: cuidar da saúde mental na pandemia

Atualizado: Fev 5

A pandemia que pôs o mundo inteiro em alerta teve – e ainda tem – efeitos diferentes para cada pessoa. Independentemente de idade, classe social ou condição psíquica e mental, o novo coronavírus impôs desafios para todos os cidadãos e a saúde mental foi fortemente impactada. Após meses de restrições no convívio por força do distanciamento físico, é importante prestar atenção aos sinais e procurar ajuda ao notar qualquer alteração no comportamento.

O alerta é da equipe de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). O momento continua sendo difícil e a sugestão do distanciamento social ainda se mantém. Tendo isso em vista, uma das maiores fontes de conforto para alguém que está em sofrimento é conseguir, da forma que for possível, falar sobre isso, com aqueles e aquelas em que confia, com quem se sente acolhido e que lhe apoiam.


Encontrar maneiras – muito provavelmente virtuais nesse momento – de estar em contato, de partilhar seus sentimentos e falar com outros é muito importante. Isso vale também para as crianças. Mesmo que pareça que elas não entendem, diga o que for preciso falar de uma maneira que seja possível que os pequenos entendam.


É importante seguir cuidando de si com uma boa alimentação, qualidade no sono, uma rotina diária minimamente organizada e, se possível, que inclua uma atividade física. Outra dica importante é ser paciente consigo mesmo. Não há um “tempo” definido em que é “permitido” sofrer pelo que se está vivendo.


Preste atenção aos sinais Ao perceber mudanças importantes no seu cotidiano, considere procurar ajuda profissional. Fique atento a sinais como:

- Dificuldade persistente e recorrente para dormir - Perda do desejo de viver, de sair da cama, de conversar com outros, de realizar atividades que antes lhe davam prazer, de forma persistente - Grande irritabilidade, de forma recorrente - Ideias de que a vida não vale mais a pena ser vivida - Abuso de álcool ou outras drogas


Prefeitura intensifica atendimento As equipes da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do município de São Paulo têm intensificado e diversificado as estratégias de atendimento, levando em consideração as normas de biossegurança vigentes e a necessidade de respeitar o distanciamento social e evitar aglomerações.


Uma parte dos atendimentos e acompanhamentos feitos pela RAPS, muito frequentemente em grupos, teve de ser adaptada por causa da suspensão temporária das atividades coletivas. As equipes priorizaram as visitas domiciliares e os atendimentos individuais para os pacientes mais graves, o teleatendimento para o acompanhamento destes e de outros casos e as ações em ruas, praças e outros locais públicos e abertos visando sobretudo a população em situação de rua.


A Rede de Atenção Psicossocial em São Paulo oferece atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (casos mais leves ou estáveis), nos Centros de Atenção Psicossocial – CAPS (que atendem os transtornos mentais severos, persistentes e em crise) e nos Centros de Convivência e Cooperativa – CECCOS (que trabalham com a reabilitação psicossocial, a convivência pela via da sociabilidade e também as estratégias de geração de renda e são abertos para qualquer cidadão).


Quem deseja procurar um apoio na rede do Sistema Único de Saúde da capital pode procurar a Unidade Básica de Saúde ou o Centro de Atenção Psicossocial e ainda o Centro de Convivência e Cooperativa mais próximo de sua residência por meio do site Busca Saúde.

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