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  • Redação JBA

Incontinência urinária em mulheres pode ser tratada e é importante o diagnóstico precoce

Por Rede D'Or

Imagem: Freepik

Incontinência urinária é a perda de urina involuntária, que pode ocorrer em qualquer fase da vida. As causas são inúmeras, desde infecção urinária a alterações da bexiga e assoalho pélvico, além de causas neurológicas. A doença é mais comum em mulheres, principalmente na pós-menopausa, porém também acomete homens.


Esta condição pode afetar o dia a dia e principalmente a qualidade de vida das mulheres. Procurar por tratamento aos primeiros sinais é essencial.


No caso da mulher, a equipe de especialistas da Rede D’Or São Luiz explica que existem fatores de risco que precisam receber a devida atenção como por exemplo, a idade das pacientes - pois a incidência é maior acima dos 50 anos, a menopausa, o sobrepeso, sedentarismo, a diabetes e o número de gestações.

Existem diferentes tipos de incontinência urinária e dentre os principais destacam-se a urgeincontinência, em que a mulher, ao sentir vontade de urinar, não consegue chegar ao banheiro sem perder urina; e a perda urinaria de esforço, quando a perda de urina ocorre ao aumento da pressão do abdome, como ao tossir ou espirrar. Em qualquer situação, a incontinência urinária deve ser sempre tratada, pois prejudica a qualidade de vida, o lado psicológico e aumenta a chance de dermatites e infecções. Se logo que a mulher perceber qualquer um dos sintomas citados procurar um especialista, a chance de sucesso no tratamento é bastante grande, reforçam os especialistas.


Uma causa comum e frequente da incontinência urinária é o pós-parto. Esta, deve-se a falta de estrogênio, hormônio responsável pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos, controle do ciclo menstrual e desenvolvimento do útero, que é transitória nesta fase. A incontinência no pós-parto costuma passar espontaneamente, porém a fisioterapia pélvica pode ser de grande auxílio, promovendo uma recuperação mais rápida e eficaz.


Ainda que o tratamento com fisioterapia seja fundamental em praticamente todos casos de incontinência urinária, o tratamento cirúrgico também pode ser indicado. O mais usual e minimamente invasivo é o implante de sling na uretra: várias técnicas são possíveis, mas o mais comum é utilizar telas especiais que sustentam os músculos do assoalho pélvico, que tem por objetivo aumentar a resistência uretral e diminuir a perda da urina.


Prevenção

Algumas dicas podem ser levadas em consideração na prevenção da incontinência urinária:


  • Fazer exercícios físicos com frequência. Caminhar 30 minutos por dia já ajuda.

  • Controlar o ganho de peso na gestação.

  • Praticar exercícios para fortalecer o assoalho pélvico também pode ser útil na prevenção da incontinência urinária.

  • Reduzir o consumo de cafeína e bebidas alcoólicas.

  • Parar de fumar, uma vez que os componentes do tabaco irritam a bexiga.

  • Procurar o médico assim que apresentar sintomas, para o diagnóstico correto da causa e tratamento.