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  • Redação JBA

Golpes na internet aumentam durante a pandemia de Coronavírus

Por Coronel Camilo


As queixas de crimes virtuais durante a pandemia só têm aumentado. A tática é da seguinte forma: alguém liga se passando por funcionário do seu banco, normalmente apresentando dados reais, como nome, endereço, número da conta, CPF, e avisa que houve uma tentativa de fraude na sua conta ou no seu cartão usado com frequência. Dizem que vão enviar um motoboy para a retirada do seu cartão para cancelar as transações suspeitas efetuadas. A ação criminosa é conhecida como “golpe do motoboy”, que aumentou 65% durante a grave crise de saúde que vivemos, segundo dados da Federação dos Bancos (Febraban, 2020).

Diante da criação das medidas restritivas para evitar que a crise se agrave, muitos trabalhadores mudaram de hábitos e estão em home office. Diante disso, criminosos, que também tiveram reduzidas as oportunidades de praticar crimes físicos, como o furto e o roubo, acharam uma nova forma de aplicar seus golpes, uma vez que as pessoas passam mais tempo on-line, acessam mais conteúdos, links, e-mails e sites, não só para o trabalho, mas para estudos e compras também.

Para se ter uma ideia, no nosso país, foram contabilizados mais de 8,4 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos durante o ano de 2020, de um total de 41 bilhões em toda a América Latina e Caribe (Fortinet, 2021). Por isso, cuidar da segurança dos nossos dados é tão importante e tem que ser, nessa pandemia e sempre, uma rotina como lavar as mãos, usar máscaras e usar álcool gel.

Destaco aqui os golpes aplicados virtualmente e os mais: o “falso funcionário”, onde uma pessoa liga, se dizendo do banco, e pede seus dados para corrigir um problema ou fraude; o “salvador”, onde ligam ou mandam mensagens, se dizendo de uma empresa, que identificaram fraudes na sua conta, vão te ajudar e pedem seus dados; o “investidor”, que apresenta formas de obter um rendimento muito maior aplicando em criptomoedas e ações, o "phishing”, que são as mensagens e e-mails falsos, que induzem o usuário a fornecer dados pessoais ou clicar em links suspeitos e o famoso “golpe do WhatsApp”, quando ligam ou mandam SMS pedindo para você clicar num link, se apoderam da sua conta e pedem valores aos seus amigos da lista de contato.

A tecnologia é uma ferramenta extremamente positiva. No entanto, devemos utilizá-la com segurança. Seguem algumas dicas para fazê-lo de forma segura: não revele e compartilhe dados pessoais e bancários ou senha em ligações ou mensagens; não abra e-mails desconhecidos e nunca clique em links desconhecidos; desconfie de promoções, brindes e descontos muito vantajosos; cuidado com o que compartilha nas redes sociais; nunca entregue seu cartão a conhecidos ou ao banco, mesmo quebrado; use senhas fortes e as troque frequentemente e utilize e mantenha atualizado um antivírus no celular, tablet e computador.

Se por acaso você seja vítima de golpe, bloqueie seus cartões bancários e de crédito, comunique seu banco, a empresa de cartões e amigos, se for o golpe do WhatsApp, Na primeira oportunidade registre um Boletim de Ocorrência, que pode ser feito pela Delegacia Eletrônica (www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br) e fornecer o maior número de detalhes do que aconteceu.

Adotar os cuidados básicos, conhecer mais sobre a tecnologia que vamos utilizar e a usar com responsabilidade, vai nos fazer utilizar e ganhar muito com o home office, os aplicativos de conversa virtuais e as compras eletrônicas. Um novo normal que veio para ficar.


Coronel Camilo é secretário-executivo da Polícia Militar. É formado em Administração de empresas pelo Mackenzie, com bacharelado em Direito pela Universidade Cruzeiro do Sul e pós-graduado em Gestão de Tecnologia da Informação pela FIAP e em Gestão de Segurança Pública pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.

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