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Existem políticos ignorantes e também jornalistas ignorantes

Por Fernando Jorge

Crédito: Edu Moraes

Sim, afirmo e reafirmo, aqui no Brasil temos não apenas políticos desprovidos de cultura, mas igualmente jornalistas apedeutas, isto é, ignorantes. Isto, porém, não significa que o nosso país carece de jornalistas cultos, inteligentes. Cito um, dotado de bela inteligência e sólidos conhecimentos, Heródoto Barbeiro, digno de ser comentarista do New York Times, pois é um brilhante conhecedor da política internacional.


Fico impressionado com a enorme quantidade de jornalistas sem cultura. Eu, como escritor e jornalista, sei, todos nós podemos cometer erros, e outra coisa, não me considero perfeito. Entretanto, como jornalista, nunca soltei erros berrantes em programas de rádio e televisão e nos jornais e revistas nos quais colaborei. Só abro a boca ou escrevo se me sinto seguro, possuidor da Verdade com v maiúsculo.


Vou nesta crônica citar alguns erros imperdoáveis, cometidos por jornalistas, mas não colocarei neste meu texto os nomes deles, embora estejam gravados na minha memória. Por quê? Devido a dois motivos, por coleguismo e porque não piso em quem ficou no chão. Vejam como sou bonzinho...


Um colega, já falecido, escreveu isto numa reportagem: Jesus Cristo morreu enforcado.


Colunista de um jornal do Rio de Janeiro, um jornalista escreveu esta frase, repetindo o erro de um político corrupto, ao pronunciar um discurso: “A rivalidade poderá causar uma luta fratricida entre irmãos”. Ora, a palavra fratricida, já significa “guerra mortífera entre irmãos.


Agora uma repórter premiada soltou, num comentário, estes dois erros imperdoáveis: o lema escrito na bandeira do Brasil é “Independência ou morte”, e o Chile e o Equador não pertencem a América Latina...


Socorro, colega Heródoto Barbeiro, socorro, são erros escandalosos demais, eu não aguento, juro, não aguento!


Fernando Jorge é jornalista, escritor, dicionarista e enciclopedista brasileiro. Autor de várias obras biográficas e históricas que lhe renderam alguns prêmios como o Prêmio Jabuti de 1962. É autor do livro “Eu amo os dois”, lançado pela Editora Novo Século.

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