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Estes são os meus pensamentos sobre o amor

Por Fernando Jorge

Crédito: Freepik

A professora Alice Estefano Barclay enviou-me uma mensagem muito bem escrita, com as seguintes palavras:


“Escritor e jornalista Fernando Jorge, após ler o seu romance autobiográfico Eu amo os dois e a sua biografia Vida e poesia de Olavo Bilac, livros lançados pela editora Novo Século, nos quais o senhor descreve duas paixões, a do senhor por uma bela jovem e a de Olavo Bilac pela poetisa Amélia de Oliveira, uma pergunta veio ao meu espírito. É esta, o que pensa Fernando Jorge a respeito do amor? Sinto-me curiosa, gostaria de saber”.


Respondo, professora. Vou colocar nesta crônica os meus pensamentos sobre o amor.


Amar é ter sonhos de cor azul celeste. Só que tais sonhos, inúmeras vezes, ficam negros como um céu noturno sem luar e sem estrelas, passando a ser chamados de pesadelos...


Uma doença de certos corações que amam é o ciúme. Ela pode tornar-se crônica e para curá-la, ainda não existe uma vacina. Essa doença ataca, geralmente, as pessoas muito possessivas e muito desconfiadas.

O ciúme, em vários namorados, noivos, esposos, é um diabo que penetra nos seus corações, roubando a paz deles, e pula, esperneia, berra, repleto de loucura, incapaz de se controlar, de ficar sossegado.


Afirmo, o amor é a fome de afeto, de carinho, dos corações tristes, solitários, e essa fome, inúmeras vezes, fica insaciável, fortíssima. Portanto existem dois tipos de fome, a do estômago e a do coração. A primeira desaparece comendo uma boa macarronada e a segunda quando recebemos beijos da pessoa amada. Rimou, macarronada com amada!



Fernando Jorge é jornalista, escritor, dicionarista e enciclopedista brasileiro. Autor de várias obras biográficas e históricas que lhe renderam alguns prêmios como o Prêmio Jabuti de 1962. É autor do livro “Eu amo os dois”, lançado pela Editora Novo Século.

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