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  • Redação JBA

“Do Palais a Paris – 100 anos dos Oito Batutas” estreia em São Paulo


Conjunto Época de Ouro e Fabiana Cozza (Foto: Aurélio Oliosi)

Em comemoração aos 100 anos da primeira apresentação dos “Oito Batutas”, o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo recebe, nos dias 20,21,22 e 23 de novembro, sendo às 18 horas nos dias 20 e 23 e às 16 horas nos dias 21 e 22 o projeto “Do Palais a Paris – 100 anos dos Oito Batutas”. Os Oito Batutas fazem parte da história da música brasileira, sendo o primeiro grupo nacional a levar a música popular para o exterior.


O projeto traz diversas fases do grupo por meio de ritmos como maxixes, corta-jacas, batuques, cateretês, choros, sambas, toadas, lundus, emboladas, cocos, foxtrotes, ragtimes e shimmies. As apresentações são protagonizadas pelo Conjunto Época de Ouro que receberá músicos e intérpretes contemporâneos.


Cada apresentação receberá um músico/intérprete convidado com grande ligação com o choro e o samba, como Dudu Nobre e Fabiana Cozza, além do clarinete/saxofone de Nailor Proveta e do PC Castilho.


Os Oito Batutas nasceu em 1919, época em que Pixinguinha ainda era um jovem músico que empunhava sua flauta em rodas de choro na casa da Tia Ciata e no Grupo do Caxangá, orquestra formada pela nata dos chorões do Rio de Janeiro, como Donga, China e João Pernambuco, e que se dedicava à execução de músicas nordestinas e de caráter regional. O Cine Palais era um elegante cinema localizado na Avenida Rio Branco, região central da cidade do Rio de Janeiro e frequentado pela elite da cidade cujo gerente era Isaac Frankel, um senhor calvo, de bigodes, sempre com um charuto nos lábios. A gripe espanhola havia feito mais de 14 mil mortos entre a população carioca em 1918, e os cinemas se ressentiam da ausência do público, que, desde a grande pandemia, evitava aglomerações em lugares fechados.


Impressionado com a multidão reunida por um bloco carnavalesco que se apresentava no coreto do Largo da Carioca – o Grupo do Caxangá –, Isaac Frankel abordou Pixinguinha, um dos músicos do grupo, e o arrastou para uma conversa em particular atrás do coreto. Frankel tinha uma proposta tentadora para Pixinguinha: montar um grupo para se apresentar na sala de espera do elegante cinema nos intervalos entre as sessões dos filmes em cartaz. O Grupo do Caxangá era composto por 19 músicos e Frankel, então, sugeriu um número reduzido de integrantes e ao mesmo tempo propôs um nome sonoro para a nova orquestra: “Oito Batutas”.


A estreia dos Oito Batutas ocorreu em abril daquele ano, vindo a se tornar um dos grupos musicais mais importantes da história da música brasileira, sendo a sua primeira formação: Pixinguinha na flauta; Donga, Raul Palmieri e China nos violões; Jacob Palmieri no pandeiro; Luís Pinto na bandola e reco-reco; Nelson Alves no cavaquinho; e José Alves de Lima no bandolim e ganzá.


Todos os shows darão ênfase às diferentes fases dos Oito Batutas e de seus integrantes como: As rodas de choro na casa da Tia Ciata e no Grupo do Caxangá; A temporada no Cine Palais e o sucesso nacional; A viagem a Paris e o contato com novas estéticas musicais; e a dissolução do grupo em viagem à Argentina onde realizaram seus únicos registros fonográficos.


O repertório é composto por obras de Pixinguinha, além de composições de Catulo da Paixão Cearense, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Bonfiglio de Oliveira, Donga, China, João Pernambuco, entre outros.

Os shows têm direção musical do maestro e pesquisador Antonio Seixas, apresentação do ator, produtor e sambista Haroldo Costa e, como anfitrião, o Conjunto Época de Ouro, fundado por Jacob do Bandolim em 1964.


CCBB-SP recebe “Do Palais a Paris – 100 anos dos Oito Batutas”

20/11 – Época de Ouro convida Dudu Nobre, às 18h

21/11 – Época de Ouro convida PC Castilho, às 16h

22/11 – Época de Ouro convida Nailor Proveta, às 16h

23/11 – Época de Ouro convida Fabiana Cozza, às 18h


Para manter o distanciamento social a casa trabalha com 45 lugares disponíveis

Ingressos: R$ 30,00 (trinta reais) inteira e R$ 15,00 (quinze reais) meia

Indicação: Livre

Idealização e Direção musical: Antonio Seixas

Concepção: Banda Filarmônica do Rio de Janeiro

Anfitriões musicais: Conjunto Época de Ouro

Apresentação: Haroldo Costa

Direção musical: Antonio Seixas

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo–SP

Aberto todos os dias, das 9h às 18h, exceto às terças

Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô

Informações: (11) 4298-1270

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