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Desidratação pode ser causa de pedra nos rins

Nefrologista do Hospital São Luiz Morumbi, Jorge Fares, recomenda a ingestão de 2,5l de água por dia

Imagem: Freepik

Com o tempo seco e as oscilações de temperatura do outono é primordial manter a hidratação corporal. O mal-estar causado pela falta de água no organismo pode causar um problema grave: as pedras nos rins, também chamadas de cálculo renal.


Quando a água perdida pela transpiração não é reposta, os rins passam a trabalhar menos. Isso favorece o acúmulo de sais e proteínas e a formação de cálculos renais, que são depósitos rígidos de minerais e sais ácidos solidificados. Além do excesso de sódio e das motivações genéticas, a desidratação é uma das causas de formação de pedra nos rins.


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O nefrologista do Hospital São Luiz Morumbi Jorge Fares explica que há substâncias causadoras da doença, tais como cálcio, oxalato e ácido úrico em excesso.


“O cálculo pode ser formado por uma ou mais substâncias associadas. O mais comum é o de oxalato de cálcio. Doenças de outros órgãos que produzem excesso dessas substâncias também podem levar a formação de cálculos”, enfatiza.


Segundo o especialista, doenças genéticas podem levar à formação de cálculos. Quando há presença de familiar com cálculo, aumenta a incidência da doença. Porém, muitos pacientes não têm histórico familiar. Se o paciente tem predisposição e não se hidrata adequadamente, apresenta maior chance de desenvolver a condição.

O sintoma mais comum é a dor intensa na lateral do abdômen e nas costas, que é frequentemente acompanhado por náusea. O nefrologista explica que, a partir da primeira crise, é importante procurar um médico para fazer exames, já que as alterações podem não ser encontradas facilmente. “A investigação da causa é muito importante para evitar novos cálculos ou diminuição na formação dos existentes”, ressalta Fares.


O tratamento para o caso depende da condição do cálculo: se ele é único ou não, sua localização, tamanho, se há infecção, se está obstruindo o rim ou causando dor intensa ou se necessita de intervenção do urologista.


De uma forma geral, uma orientação importante é beber em torno de 2,5 l de líquidos por dia, como água e sucos naturais. Os medicamentos, no entanto, não devem ser tomados sem a prescrição do médico.

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