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Daniela Mercury agrediu a Bíblia

Por Fernando Jorge

Divulgação

Juro, eu fico espantado com a inercia, o silêncio, a indiferença de brasileiros diante do erro, da mentira, da difamação. Às vezes pergunto a mim mesmo: este é um país de patifes, de pessoas sem caráter?


É impressionante a quantidade de cretinices expelidas pela boca dos filhos da terra descoberta por Pedro Alvares Cabral. Dou um exemplo. O Paulo Coelho, numa entrevista, afirmou que Jesus Cristo era um “boa vida”, isto é, um gozador, um inútil, uma criatura que só queria passar bem, deliciar-se. E o Paulito Coelhito, escritor mosquito, forte como um palito (rimou), garantiu na entrevista: Jesus gostava de beber, transformava a água em vinho e não o vinho em água. A crítica do Paulito não parou aí, prosseguiu. Acusou Jesus de ser “politicamente incorreto, pois ele não apoiava o escravagista Império Romano.


A revista Veja reproduziu os ataques desse péssimo escritor a Jesus Cristo e ninguém reagiu, aceitaram a infâmia. Modéstia à parte, o único que reagiu fui eu, publicando o livro Paulo Coelho atacou Jesus Cristo, já na sétima edição.


Vejam agora outra estupidez. Na página 24 do livro Uma história de amor, de Daniela Mercury e Malu Verçosa, as duas afirmam: a Bíblia é um “tratado machista”. Que absurdo! É o contrário, a Bíblia até parece um livro feminista, porque neles a mulher sempre aparece em dezenas de páginas, e com brilho, destaque.

Daniela, para você um conselho. Quando quiser falar sobre a Bíblia, feche a sua boca com um cadeado e jogue a chave fora. E se tiver a intenção de colocar no papel mais cretinices sobre esse livro sagrado, use uma luva de ferro, para imobilizar os dedos de sua mão...


Fernando Jorge é jornalista, escritor, dicionarista e enciclopedista brasileiro. Autor de várias obras biográficas e históricas que lhe renderam alguns prêmios como o Prêmio Jabuti de 1962. É autor do livro “Eu amo os dois”, lançado pela Editora Novo Século.