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Coronavírus: Prefeitura apresenta consolidação dos últimos Inquéritos sorológicos com moradores

Atualizado: há 7 dias



Mapeamento aponta que cerca de 1,6 milhão de pessoas possuem anticorpos para covid-19 na capital. Os inquéritos realizados mostram uma estabilização com viés de queda, a partir de taxas decrescentes na cidade de São Paulo.


A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), apresentou nesta terça-feira (13/10) os resultados das 8 fases do Inquérito Sorológico (fase 0 + 7 fases), realizado com os moradores da capital até o dia 24 de setembro. A medida serve para conhecer como o vírus está se espalhando pela capital, para que sejam direcionadas estratégias de ações da saúde, sobretudo nas regiões mais afetadas. O mapeamento aponta que cerca de 1,6 milhão de pessoas possuem anticorpos para covid-19 na cidade.

Os inquéritos realizados mostram uma estabilização com viés de queda, a partir de taxas decrescentes na cidade de São Paulo. Também voltou a ficar em destaque a desigualdade existente na cidade, com uma presença maior da doença nas classes mais pobres, menos escolarizadas e nos bairros de menor IDH, atingindo sobretudo as pessoas pretas e pardas - comparada aos casos da raça branca. A diferença de prevalência entre os bairros com menor e maior IDH foram mais significativas nas fases 2, 3, 6 e 7 do inquérito.



Nesta Fase 7, os profissionais de Saúde visitaram 5.704 domicílios e testaram 2.016 pessoas. A taxa de prevalência da infecção por SARS-COV-2 nesta amostra, no município, ficou em 13,6 % da população analisada. Entre os que testaram positivo, entre 31,1% e 43,7 % eram assintomáticos, conforme variações de cada uma das fases do inquérito. Nesta última fase, 35,3% dos contaminados estão assintomáticos, segundo a pesquisa.


Durante as oito fases do inquérito, de acordo com a variação dos resultados entre uma fase e outra, o total de pessoas variou da seguinte forma nas regiões do município: de 10,7% a 19,6 % estão concentradas na Coordenadoria Regional de Saúde Sul; de 10% a 19,6% na Leste; de 8,5% a 13,8% na Norte; de 8,4% a 11,9% na Sudeste e de 3,7% a 10,3% na região Oeste da cidade. Os dados apontam um aumento ainda maior na prevalência na regiões Leste e Sul na última fase do inquérito.


A partir da 3ª fase, os índices de prevalência são maiores em pessoas jovens, até 49 anos, estando a maior prevalência nesta Fase 7 na faixa de 35 a 49 anos (19,2%).


Com relação à escolaridade, consolidou-se a relação inversa da prevalência com a escolaridade, variando de 3 a 6 vezes mais da fase 1 a 7. Ou seja, as pessoas com menor escolaridade foram de três a seis vezes mais contaminadas do que as com maior escolaridade (variações estas verificadas nas diferentes fases do inquérito)


Os índices de prevalência também seguem de 2 a 6 vezes maiores em pessoas das classes D e E, em comparação às classes A e B. No levantamento por raça e cor, os pretos e pardos seguem com um maior índice de prevalência da infecção, chegando ao dobro nas fases 4 e 7.


A prevalência de infecção nos residentes em domicílios com um ou dois moradores tem se mostrado consistentemente menor do que nas outras faixas de moradores em todas as fases do estudo.


A pesquisa também apontou que a prevalência nos indivíduos que estão em teletrabalho é de 2 a 6 vezes menor, destacando-se como fator protetivo.


Com exceção da fase 3, em todas as fases a prevalência entre os indivíduos que não aderiram ao distanciamento social foi de 1 a 3 vezes maior. Adultos e jovens apresentaram menor adesão ao distanciamento social.


Sobre o inquérito sorológico

Com o objetivo de identificar o grau de contágio da população e conhecer a real letalidade da covid-19 e, assim, nortear a atuação da Saúde Pública no enfrentamento da pandemia pelo novo coronavírus, a Secretaria de Saúde realizou um estudo analítico no município que terá oito fases, em munícipes a partir de 18 anos.


A amostragem é feita por sorteio aleatório na área de abrangência das 472 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e leva em consideração bases do IPTU de 2020, hidrômetros da Sabesp e o cadastro da Estratégia Saúde da Família.


O morador da residência sorteada recebe orientações do profissional da saúde sobre o estudo, assina o termo de adesão à pesquisa e, diante do aceite, tem amostra de sangue coletada.


Os exames são realizados em ambiente laboratorial, com iluminação adequada, à partir do soro centrifugado por técnicos da SMS. A amostra é encaminhada para análise no LabZoo - Laboratório vinculado à Secretaria Municipal da Saúde/COVISA, que subsidia as ações de vigilância epidemiológica do município. Após o processamento, o resultado do exame será informado ao munícipe participante do estudo pela UBS de referência.


Na próxima semana está previsto o resultado da primeira fase do censo realizado com todos os professores e alunos da rede municipal de ensino da capital. Os dados obtidos balizarão decisão a respeito da continuação das atividades extracurriculares ou de algum retorno, previsto para o próximo dia 3 de novembro.

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