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  • Redação JBA

Construção do Parque das Flores, na região da Paulista é cancelada

Também denominado Boulevard da Diversidade, o projeto de requalificação da área foi oficialmente revogado após cerca de um ano e meio suspenso por ações judiciais

Imagem: Divulgação

No final de março, a São Paulo Capital da Diversidade (SPDC) notificou a Prefeitura de São Paulo acerca da oficial desistência de construir um túnel de 100 metros de extensão na rua São Carlos do Pinhal, no bairro Bela Vista, em São Paulo, por impossibilidade de sustentar a suspensão temporária de obras decorrente de embargo judicial.


O recurso viário possibilitaria a implantação do Boulevard da Diversidade, ou Parque das Flores, um novo calçadão implantado sobre trechos da Alameda das Flores e entre a rua Itapeva e Alameda Rio Claro, resultado que interligaria a avenida Paulista e a entrada do complexo luxuoso de uso misto Cidade Matarazzo, situado na área tombada do antigo Hospital Humberto I, em construção desde 2016. A partir do plantio de, aproximadamente, 480 novas árvores, esse seria um projeto urbano de requalificação com cerca de dez mil metros quadrados, abrangendo uma passagem de pedestres que passaria a funcionar como espaço de convivência receptivo a atrações culturais e intervenções artísticas, dotado de mobiliários e recursos, como iluminação, bancos, internet gratuita, quiosques, todos à disposição pública. A proposta precisaria, entretanto, redirecionar o tráfego de veículos de uma parte da rua São Carlos do Pinhal.


O cerne do impasse decorreu das opiniões contrárias à implantação do túnel, encabeçadas por duas associações civis – a Associação de Moradores do Bairro da Consolação e Adjacências (Amacon) e a Associação União de Moradores Bela Vista & Bixiga (Amorbela). Segundo elas, houve falta de transparência por parte da prefeitura ao viabilizar o chamamento público para o projeto, restrito trâmite do processo administrativo, além de o túnel ser considerado prejudicial aos moradores da região e ter sido aprovado em desacordo á legislação, favorecendo um empreendimento privado, o Cidade Matarazzo.


De acordo com a arquiteta e urbanista Adriana Levisky, autora do projeto Parque das Flores, em entrevista concedida à Casa Vogue, no mesmo novembro, era de suma importância desvincular a associação da proposta urbana com o empreendimento original do Cidade Matarazzo.

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