top of page
Buscar

“Conceder o direito de abortar é o mesmo que conceder o direito de matar”

Por Fernando Jorge

Crédito: Divulgação

Recebi o texto de uma leitora do bairro de Higienópolis, com as seguintes palavras:

“Li o seu romance Eu amo os dois, publicado pela editora Novo Século, no qual o senhor narra uma história verdadeira, a de sua paixão por uma jovem que a mãe aconselhava a namorar dois rapazes, pois se um escapasse, ela ficaria garantida com o outro.”


Após elogiar o meu romance autobiográfico, dizendo que ficou presa a sua leitura, da primeira até a última página, essa amável leitora acrescentou:


“Ao concluir a leitura do romance Eu amo os dois, fiquei impressionada com a sua firmeza, com a sua sinceridade, com os seus pensamentos lógicos, seguros, vindos de uma alma forte. Devido a isto, por causa dessa sua firmeza, eu gostaria de saber, o senhor é contra ou a favor do aborto?”


Respondo agora, sem vacilações, conceder o direito de abortar é o mesmo que conceder o direito de matar. Por que? Explico e não complico.


Sou grande amigo de um médico japonês e um dia eu perguntei a ele:

– Doutor Shiroyama, gostaria de conhecer a sua opinião sobre o aborto.


Ele sorriu e respondeu:

– Amigo Fernando, vá amanhã a noite na minha casa, para eu lhe mostrar uma coisa.


Fui, e o doutor Shiroyama exibiu um filme feito no Japão. Esse filme mostra a luta desesperada de um feto para não sair do ventre da mãe, durante uma tentativa de aborto, porque o feto é um ser vivo, com cérebro, coração, pulmões, etc. Terminada a exibição do filme, declarei ao doutor Shiroyama e ele não discordou de mim:


– Conceder o direito de abortar é o mesmo que conceder o direito de matar.



Fernando Jorge é jornalista, escritor, dicionarista e enciclopedista brasileiro. Autor de várias obras biográficas e históricas que lhe renderam alguns prêmios como o Prêmio Jabuti de 1962. É autor do livro “Eu amo os dois”, lançado pela Editora Novo Século.

bottom of page