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  • Redação JBA

Cistos no ovário: quando devo me preocupar?

O problema costuma ser assintomático e descoberto durante a realização de exames de rotina

Imagem: Freepik

O cisto no ovário é um acúmulo de líquido que se forma dentro ou sobre o ovário, como se fossem pequenas bolsas. Mesmo sendo decorrentes de um processo natural da ovulação e que podem desaparecer durante o ciclo, em alguns casos, os cistos podem trazer alguns desconfortos para as mulheres, como atrasos menstruais, cólicas mais intensas ou até mesmo dores na região pélvica.


Além de alguns sintomas, outras situações também merecem atenção, como quando aparece em uma mulher que não ovula mais, depois da menopausa, ou em uma menina que ainda não teve a sua primeira menstruação (menarca). De acordo com o ginecologista e diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), Dr. Marcos Tcherniakovsky, quando uma mulher desenvolve um cisto em período fértil, o médico solicita um controle logo após a menstruação para acompanhamento. Agora, quando as características não são de aspecto ovulatório, é indicado que sejam solicitados exames, principalmente se o cisto for de um tamanho grande e permanecer por alguns meses.


Mesmo ressaltando que os cistos podem desaparecer espontaneamente, com a administração de anticoncepcional, pois bloqueiam a ovulação, e até com outros cistos estimulados por hormônios, quando isso não ocorre uma videolaparoscopia pode ser realizada para o tratamento e diagnóstico.


“Embora a maioria dos cistos sejam benignos, uma pequena porcentagem pode ser maligna. A remoção cirúrgica deles, muitas vezes, é a única maneira de saber com certeza se o cisto é maligno”, explica o Dr. Marcos.


O que deve ser lembrado, é que nestes casos a cirurgia não deve prejudicar a fertilidade da mulher tendo como finalidade preservar a saúde e qualidade de vida.


“Hoje, indicamos, caso seja necessário, uma abordagem cirúrgica, e uma maneira minimamente invasiva é a videolaparoscopia. Com esse procedimento, é feita a introdução de um canal óptico pelo umbigo, o que amplia as imagens durante o procedimento, para retirar os cistos mantendo os ovários e preservando ao máximo a fertilidade e o retorno a qualidade de vida em casos de dores incapacitantes”, finaliza Tcherniakovsky.


Sobre o médico

Dr. Marcos Tcherniakovsky – Ginecologista e Obstetra – Alto conhecimento em Endometriose e Vídeo-endoscopia Ginecológica (Histeroscopia e Laparoscopia). É Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE). Médico Responsável pelo Setor de Vídeo-endoscopia Ginecológica e Endometriose da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC. Membro da comissão de especialidades na área de Endometriose pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Médico Responsável da Clínica Ginelife.