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  • Redação JBA

Cidade terá 2,6 mil ônibus elétricos rodando nas ruas até o final de 2024

O Programa de Metas da Prefeitura prevê que 20% da frota seja composta por ônibus elétricos como parte das ações municipais para cumprimento da Lei de Mudanças Climáticas

Imagem: Edson Lopes Jr. / SECOM

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou que o sistema de transporte público terá até 2024, cerca de 2600 veículos elétricos. Esta afirmação foi feita durante a apresentação de um novo ônibus elétrico que será testado nas ruas da Capital. Esta é mais uma medida para reduzir a emissão de poluentes cumprindo o Programa de Metas, beneficiando não apenas os passageiros, mas toda a população ao propiciar um ar mais limpo.


O Programa de Metas da Prefeitura prevê que 20% da frota seja composta por ônibus elétricos até o fim de 2024, como parte das ações municipais para cumprimento da Lei de Mudanças Climáticas, que prevê a redução da emissão de gás carbônico fóssil em 50% até 2028 e a erradicação deste tipo de poluente até 2038. Segundo Ricardo Nunes, 20% da frota será de ônibus elétricos, avançando desta forma, na direção da redução dos gases do efeito estufa e cumprindo parte do que é previsto ao longo dos contratos com as empresas de ônibus que operam na capital. “Hoje temos 18 ônibus e acredito que atingiremos nossa meta, mesmo porque, conforme previsto nos contratos de concessão, cerca de mil veículos são substituídos naturalmente, e agora deverão ser trocados por modelos movidos a bateria”, explicou o prefeito.


Para que as concessionárias consigam adquirir os veículos nesse, a Administração Municipal discute muitas alternativas. “Questão do leasing está aventada como outras opções. Por enquanto, não risco de atraso de ter os 2600, pois a meta contratual não pode ser desconsiderada, disse o diretor de Operações da SPTrans, Wagner Chagas Alves.

Novo modelo O novo ônibus elétrico apresentado, um Azure A12 BR, é fabricado pela chinesa Higer Bus, e totalmente movido a baterias, o que significa que não emite qualquer tipo de poluentes durante sua circulação e será testado pela primeira vez no Brasil. Entre seus diferenciais está o fato de ser totalmente piso baixo, facilitando a locomoção de pessoas com mobilidade reduzida como idosos e pessoas com deficiência.


O modelo já vem equipado com ar-condicionado, carregadores USB para os passageiros e possibilidade de conexão à internet por meio de WiFi. São 12,2 metros de comprimento, suspensão a ar e capacidade de transportar até 70 passageiros, no total, entre em pé e sentados. O veículo segue o chamado “padrão SPTrans”, sendo usado ou baseando as exigências de diversas cidades brasileiras.


Os testes serão administrados pela SPTrans, que irá realizar uma avaliação de desempenho nos próximos dias e verificar se o ônibus está tecnicamente adequado a operar nas ruas de São Paulo. Após a conclusão deste período, que deve durar cerca de 15 dias, o coletivo será encaminhado para três viações da cidade: a Transwolff, que opera na Zona Sul, a Sambaíba, da Zona Norte e a Metrópole, na Zona Leste, e deve ficar dois meses em cada, totalizando seis meses de testes na capital.


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