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  • Redação JBA

Burnout: Veja as diferenças entre a síndrome, o estresse e a depressão

Por Rede D'Or

Imagem: Freepik

Desde 1º de janeiro, a síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, passou a ser considerada doença ocupacional após ser incluída na Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com pesquisa realizada pela Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse (ISMA-BR), o Brasil é o segundo país com o maior número de pessoas afetadas pela síndrome de Burnout. Além de ter também a maior taxa de pessoas que sofrem com ansiedade e ser o quinto país em casos de depressão, conforme a OMS. Porém, é importante saber diferenciar o burnout da depressão e do estresse, ressaltam especialistas da Rede D’Or.


Entenda melhor quais são as características do burnout, seus sintomas e tratamentos:


O que é?

A síndrome pode ser decorrente de uma carga horária excessiva, falta de reconhecimento dos chefes ou de um cansaço profundo, por exemplo, que não se resolve apenas com descanso ou férias. Outros fatores que podem desencadear o burnout são:

  • Excesso de responsabilidades

  • Pouca autonomia para tomar decisões

  • Falta de justiça no ambiente de trabalho

  • Conflitos de valor no trabalho


Sintomas

Cansaço extremo, irritabilidade, alterações repentinas de humor: os sintomas do burnout muitas vezes são semelhantes aos de outras condições de saúde como a ansiedade e a depressão.


Os principais efeitos do burnout são:

  • Cansaço excessivo físico e mental

  • Dor de cabeça frequente

  • Alterações no apetite

  • Insônia

  • Dificuldades de concentração

  • Alteração nos batimentos cardíacos

Por ter sintomas parecidos com os da depressão e da ansiedade, a síndrome muitas vezes não é identificada corretamente.

Os três elementos principais que caracterizam o burnout e o diferenciam de outras condições são:


  1. Exaustão: a sensação de que a pessoa está indo além de seus limites e desprovida de recursos, físicos ou emocionais, para lidar com as situações. Mesmo férias ou licenças por motivos de saúde não resolvem o aparente cansaço.

  2. Ceticismo: a reação constantemente negativa diante das dificuldades, a falta de interesse no trabalho, ou, ainda, a falta de preocupação com os resultados. O ceticismo é uma forma de insensibilidade, que pode ser agressiva mesmo em relação a amigos e familiares.

  3. Ineficácia: a sensação de incompetência, que ocorre quando a pessoa se sente sempre desqualificada, pouco reconhecida e improdutiva.


Como é o tratamento da síndrome de burnout?

O tratamento da síndrome de burnout pode ser feito por meio de medicamentos para tratar de seus sintomas. No geral, o burnout requer que o indivíduo faça terapia e acompanhamentos com um médico de forma constante.