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Brasil, o país dos caloteiros

Por Fernando Jorge


Foto: ZaHarD

Em programas de rádio e de televisão, para os quais tenho sido convidado, sempre digo em alto e bom som, de maneira absolutamente firme:


– O Brasil é o país dos caloteiros.


Eu já havia declarado, em vários desses programas, que o nosso país merece ter outros nomes, como Mentirolândia, o país da Mentira, e também Corruptolândia, o país da Corrupção. As palavras Mentira e Corrupção sempre com letra maiúscula, no início delas.


Mas garanto e até juro, pois não alimento em meu espírito a menor dúvida, o Brasil é de fato a nação dos caloteiros, dos malandros que prometem e não cumprem a promessa.


E por que o Brasil é o país dos caloteiros? Resposta simples, baseada na mais pura das verdades, é porque eles se sentem impunes, livres, a vontade, alegres, satisfeitos, bem-humorados.


E por qual razão eles se sentem assim? Eles se sentem assim porque a lei em nosso país, no que diz respeito a calotes, promessas, é omissa, lacunosa frouxa, raquítica, de pernas bambas.


Dificilmente, no Brasil, os caloteiros são punidos. Se são processados, o processo contra eles se arrasta durante anos e anos. A nossa legislação penal, em relação aos caloteiros, sofre de bronquite asmática, de falta de ar, precisa, urgentemente, ser internada num hospital...



Fernando Jorge é jornalista, escritor, dicionarista e enciclopedista brasileiro. Autor de várias obras biográficas e históricas que lhe renderam alguns prêmios como o Prêmio Jabuti de 1962. É autor do livro “Eu amo os dois”, lançado pela Editora Novo Século.

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