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Brasil fracassa no Pré-Olímpico e está fora das Olimpíadas de Paris

Por Roberto Maia

Ao encerrar sua participação no Torneio Pré-Olímpico de 2024 com uma derrota por 1 a 0 para a Argentina, a Seleção Brasileira Sub-23 deixou escapar a oportunidade de garantir uma vaga nos Jogos Olímpicos de Paris. O técnico Ramon Menezes, apesar de enxergar de forma diferente, não pode negar que a campanha não atingiu as expectativas, e é imperativo analisar os motivos desse desempenho abaixo do esperado.


Endrick, apesar do esforço, não conseguiu evitar a eliminação da Seleção Brasileira no Pré-Olímpico de 2024. (Foto: Joilson Marconne/CBF)

Inicialmente, a estratégia adotada pela equipe levanta questionamentos. Embora a tentativa de neutralizar as peças-chave da seleção adversária e dominar o meio-campo tenha sido bem executada, a necessidade de vitória tornou-se evidente. O histórico de sucesso brasileiro no Pré-Olímpico, somado à tradição e obrigatoriedade de classificação, torna a não obtenção de uma das duas primeiras posições um ponto fora da curva.


O retrospecto revela que o Brasil, ao longo das edições anteriores, frequentemente figurou entre os primeiros colocados, conquistando metade dos títulos e sendo o atual bicampeão olímpico. A não classificação, portanto, destaca-se como um resultado incomum, considerando o contexto competitivo sul-americano.


Embora o torneio em questão tenha sido caracterizado como nivelado por baixo, a superioridade histórica de Brasil e Argentina em relação aos demais competidores sul-americanos amplifica a surpresa da não classificação brasileira. A falta de garantia de uma vaga nas Olimpíadas se torna mais marcante diante da necessidade histórica do país em assegurar sua participação.


Outro aspecto relevante diz respeito às convocações e cortes de jogadores. A necessidade de substituir sete nomes na primeira lista do Pré-Olímpico, atribuída à não liberação de convocados, é apontada como um desafio comum a todas as equipes. No entanto, a comissão técnica, vitoriosa em competições anteriores, já estava ciente dessas dificuldades, ressaltando a importância de adaptar-se a adversidades.


Apesar de desfalques significativos, o fato é que a equipe possuía jogadores talentosos capazes de apresentar um desempenho superior. A falta de consistência ao longo do torneio, evidenciada pelos cortes de titulares e a incapacidade de repetir escalações, contribuiu para a ausência de resultados expressivos.


Guilherme Biro, promessa do Corinthians, mostrou talento e determinação no Pré-Olímpico. (Foto: Joilson Marconne/CBF)

A análise das atuações em diferentes jogos revela momentos de fragilidade defensiva, falta de criatividade na construção das jogadas e baixa efetividade no ataque. A busca pelo equilíbrio, enfatizada pela seleção ao longo do torneio, não se concretizou plenamente, refletindo-se em resultados insatisfatórios.


O desempenho final, marcado pela não classificação para os Jogos Olímpicos de Paris, soma-se a uma sequência de resultados desfavoráveis para as seleções brasileiras em diferentes categorias. Em uma análise crítica vemos as dificuldades enfrentadas pela seleção feminina, masculina principal e sub-20 em diversas competições recentes.


Em síntese, a participação da Seleção Brasileira Sub-23 no Torneio Pré-Olímpico de 2024 revela uma combinação de fatores que contribuíram para o desempenho aquém do esperado. A necessidade de aprender com essas experiências e buscar soluções para fortalecer futuras participações em competições internacionais torna-se urgente, visando manter a tradição e o prestígio do futebol brasileiro no cenário mundial.




Roberto Maia é jornalista e cronista esportivo. Iniciou a carreira como repórter esportivo, mas também dedica-se a editoria de turismo, com passagens por jornais como MetroNews, Folha de São Paulo, O Dia, dentre outros. Atualmente é editor da revista Qual Viagem e portal Travelpedia.


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