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Badalada, histórica e cosmopolita? É Bristol!

Por Paulo Panayotis


Bristol, Inglaterra. Quando fez sua primeira viagem, em 1845, o Brunel’s SS Gran Bretanha era o maior e mais avançado navio de luxo de todo mundo. Mais de 170 anos depois, ele repousa em uma gigantesca doca seca a beira do rio Avon, que cruza a cidade de Bristol. Restaurado em seus mínimos detalhes, o navio/museu é hoje uma das maiores atrações da cidade e da própria Inglaterra.

O maior e mais luxuoso navio do mundo em 1845 era inglês

Mas é apenas uma delas. Com uma população superior a meio milhão de habitantes, foi uma das mais importantes cidades de todo o Reino Unido. A pouco mais de duas horas de trem de Londres, adorei Bristol desde o instante em que desci em sua moderna e agitada estação ferroviária. Junto ao mar e com estudantes para tudo quanto é lado, a cidade tem um ar jovem, moderno e aristocrático ao mesmo tempo. Restaurantes transados – e proporcionalmente baratos -, edifícios históricos e passeios inesquecíveis pela sua intrincada rede de canais tornam a parada em Bristol uma festa!

Obra do artista Banksi em rua de Bristol

No mínimo três dias são necessários para conhecer e curtir bem. Poucos brasileiros sabem, mas a cidade é uma alternativa excelente para estudar inglês a um custo muito mais em conta do que grandes capitais como Londres ou Nova York. É o intercâmbio perfeito se, além de aprender inglês, você ainda quer ter uma aula de história na prática. Bombando desde a Idade Média, Bristol chegou a ser uma pedra no sapato de Londres. Competia em praticamente tudo: sempre foi moderna, sempre foi descolada, sempre foi protagonista.

Vista a partir de passeio no Rio Devon

O rio Avon, que corta a cidade, impulsionou o crescimento para o interior da Inglaterra. Desde sempre Bristol atraiu dinheiro e artistas para suas ruas históricas. O genial Banksy, para falar em um dos mais recentes, tem várias obras espalhadas pela cidade. Hospitaleiras, as pessoas em Bristol fazem a diferença. Seu porto chegou a ser o maior de toda a Inglaterra gerando ciúmes e conflitos com sua rival Londres. Hoje gera alegria e diversão para quem a visita. Até porque, durante a Segunda Guerra mundial, foi praticamente destruída e, em seguida, reconstruída. Preservou a história, mas com as “funcionalidades” da vida moderna incorporadas ao seu dia a dia. Isso fica claro no Bristol Harbour, uma belíssima área às margens do rio Avon e que é toda dedicada ao comércio, com restaurantes e piers de onde saem, a todo momento, barcos de passeio e de transporte público.

Detalhe da Catedral de Bristol ao anoitecer

Outro passeio imperdível é visitar a Igreja da Santíssima e Indivisível Trindade, ou simplesmente, a Catedral de Bristol. Vale o passeio não apenas por sua genial arquitetura, mas porque é um dos mais belos e preservados edifícios da cidade. Fundada há mais de nove séculos, trata-se de uma das únicas igrejas no Reino Unido que apresentam o estilo “salão”, ou seja, todas as capelas e a nave principal tem exatamente a mesma altura: gigante! Se a fome apertar, uma passadinha no Mercado de St. Nicholas pode ser providencial após visitar a Catedral.

Bateu fome? O mercado de St Nicholas é o lugar

Bristol é cheia de vida e de história! Não saia de lá sem fazer um passeio pelos seus labirínticos e intrincados canais. Com chuva ou com sol, é um dos mais bonitos passeios por esta cidade que, ao contrário do resto do Reino Unido, tem ar “desencanado” e informal. Ah, se no dia que você for estiver sol, aproveite e faça fotos inesquecíveis! E se estiver chovendo? Pare em um “pub” ao longo do passeio e fique vendo as gotas nas janelas saboreando uma bela “pint” de stout. Traduzindo: uma belíssima caneca de cerveja local!


Jornalista Paulo Panayotis e excorrespondente internacional, escritor e curador de viagens pela Europa e viajou a convite do Visit Britain com seguro viagem Travel Ace.


Fotos: Paulo Panayotis & Adriana Reis.


Paulo Panayotis é jornalista profissional, ex-correspondente internacional de TV, escritor, mora pelo mundo e especialista em curadoria para a Grécia e a França.