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Autismo em adultos: o que é preciso saber?

Apesar de parecer incomum, é muito possível que se chegue à vida adulta sem saber que se conviveu durante muito tempo com TEA

Imagem: Adobe Stock

A convivência com o TEA não necessariamente significa viver sob condições severas do distúrbio, pois são as características mais leves do espectro tornam o diagnóstico na vida adulta mais provável. Isso explica, portanto, o fato de algumas pessoas chegarem à vida adulta sem saber que possuem o transtorno. Ao passar despercebido, muitas vezes essas pessoas são apenas consideradas muito tímidas e acabam por nem cogitar abrir espaço para possíveis investigações.


Alguns sinais para identificar o autismo em adultos

Para ter certeza do diagnóstico é preciso investigar com profissionais clínicos. É preciso, por exemplo, passar por um processo de avaliação e investigação, que pode partir de uma avaliação neuropsicológica. Além disso, para fechar o diagnóstico, é fundamental que os sintomas de autismo estejam presentes na vida do indivíduo desde a infância e que tragam impactos à sua rotina.


Vale ressaltar que, em alguns casos, o diagnóstico pode não ser concluído, mas os profissionais podem indicar que o indivíduo apresente traços de TEA, mesmo que os sinais não sejam suficientes para determinar o diagnóstico.


Ter certeza do diagnóstico implica em ir ao médico para que se analise toda a situação e, durante a consulta, uma conversa para investigar se traços do comportamento podem sugerir algumas pistas de que o autismo em adultos está presente.


Portanto, se a pessoa nota sinais em si, e entende que está no espectro, é essencial buscar ajuda profissional, lembrando que o diagnóstico vai muito além de se “autoavaliar” com sintomas.


Outros comportamentos a serem considerados para diagnóstico tardio

Alguns comportamentos também podem e devem ser levados em consideração na hora de investigar o autismo em adultos:

  • Dificuldade em entender contextos específicos, e que envolvam a comunicação, principalmente aquele que se utiliza de gestos e olhares;

  • Dificuldade em compreender discursos e interpretá-los;

  • Dificuldade em entender figuras de linguagem, como metáforas, ironia, sarcasmo;

  • Dificuldade em lidar com mudanças repentinas e quebras na rotina.

  • Ter fixação por um ou mais assuntos e ficar obcecado até entender tudo sobre;

  • Ausência de “filtros sociais”, sendo muito sincero sem entender se a maneira de falar pode magoar outras pessoas;

  • Obsessão por seguir determinadas regras, tarefas e rotinas e

  • Se irritar de maneira muito fácil quando alguma coisa está fora do controle ou sai daquilo que se está acostumado enquanto rotina.

Ainda que algumas dessas situações possam ajudar na descoberta do diagnóstico, é importante contar com o auxílio de um especialista ou uma equipe especializada, que poderá aplicar avaliações e protocolos validados cientificamente para ajudar a entender se a pessoa está no espectro do autismo ou tem alguma outra condição.