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Aluno de escola pública comove a web ao estudar usando wi-fi de açougue

Atualizado: Jul 7

Mesmo com as aulas suspensas por causa da pandemia de coronavírus, Willian Marciel, de 13 anos, reserva cerca de duas horas por dia para estudar pelo celular, que foi comprado com a venda de latinhas.


Publicado originalmente na TV Anhanguera/ Millena Barbosa

Foto: Macos Paulo Cruvinel/Arquivo pessoal

Para manter os estudos durante a pandemia de coronavírus, que causou a suspensão das aulas, o estudante Willian Marciel Vieira Dantas, de 13 anos, não deixou que as dificuldades impedissem a busca por conhecimento. Sem computador e internet em casa, ele usava a conexão de um açougue do distrito de Nova Fátima, em Hidrolândia, na Região Metropolitana Goiânia, para acessar ao conteúdo online.

Willian é aluno do 8º ano do Colégio Estadual Ademar Alves de Souza e sonha em se formar em física. Apesar de estar dispensado das aulas, provas e atividades escolares por causa da pandemia, ele reserva cerca de duas horas por dia para estudar. Para isso, usava o celular, que foi comprado há um ano, depois que ele conseguiu juntar o dinheiro vendendo latinhas recolhidas pela cidade. "Minha avó sempre me falou que, se eu quiser ser alguém na vida, eu preciso estudar. Como eu quero fazer vários cursos, eu não posso perder tempo", contou William. Foi durante um dia de estudo que o dono do açougue, Marcos Paulo Souza Cruvinel, de 28 anos, resolveu tirar uma foto do garoto estudando para publicar numa rede social. Ele conta que ficou impressionado quando viu o menino com o celular e cadernos. "Eu sempre libero a internet para os meus clientes. Um dia, ele chegou aqui e pediu para usar a internet, e eu emprestei. Ele sentou no banco da praça, ficou mexendo no celular e anotando em um caderno. Eu fiquei curioso e perguntei pra ele o que era, e ele me explicou que havia pedido a internet para estudar, porque na casa dele não tinha", contou. Depois que Marcos publicou a foto em uma rede social, a imagem começou a ser compartilhada e comoveu a internet. Uma 'vaquinha' online já arrecadou mais de R$ 50 mil para investir no estudos de Willian e construir um quarto para ele estudar, já que ele divide o cômodo com a prima e a irmã, na casa da avó, Hilda Viera. O adolescente também ganhou a instalação da internet em casa e uma bolsa de estudos online. De acordo com a professora de matemática do estudante, Rosana Batista da Silva Lima, de 40 anos, William sempre foi um aluno exemplar. Ela conta que, quando viu a foto dele na internet, não teve dúvidas de que se tratava do aluno dedicado que ela acompanha há um ano. "Eu fiz questão de compartilhar com outros alunos para que eles pudessem ver que, mesmo com todas as dificuldades, ele não deixou de estudar. É o que sempre falo, quando a gente quer, a gente vai atrás e consegue", diz Rosana.

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