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A burrice só será curada quando houver transplantes de cérebros

Por Fernando Jorge

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A ciência avançou tanto, no espaço de um século, que devido às suas descobertas no campo da medicina, conseguiu prolongar a vida humana. Antigamente, pessoas com 40 anos já eram consideradas velhas. Hoje há terapêutica para a cura de várias doenças, outrora consideradas incuráveis, mas não se descobriu um processo capaz de curar a burrice...


Na minha opinião, embora eu não seja médico, a burrice será eliminada se houver transplantes de cérebros. Como seria feito isto? Simples, extrair o cérebro de um defunto inteligente, a fim de ser colocado na cabeça de uma pessoa burra. Um pormenor, o cérebro do burro vivo, após ser extraído, deverá ter este destino: cair numa lata de lixo... Brincadeira minha, gozação.


Já disse e repito, sem errar, a pessoa burra não tem culpa de ser burra porque já nasceu burra, como a lesma de ser lesma, o micróbio de ser micróbio, o sapo de ser sapo, o camelo de ser camelo. A mãe Natureza os fez assim.


Dois deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, na qual trabalhei como chefe e depois diretor da Divisão Técnica de Biblioteca, exibiram recentemente as suas monumentais, gigantescas burrices. Em vez de estarem no plenário da Assembleia, deveriam estar num campo, junto das vacas, comendo capim e zurrando, satisfeitos.


O deputado Burro Um, apalpou uma deputada nos seios e foi filmado. E o deputado Burro Dois, chamou de prostitutas todas as ucranianas belas e pobres. É burrice demais! Infelizmente a burrice de ambos é incurável, pois ainda não existe o transplante de cérebros.


Fernando Jorge é jornalista, escritor, dicionarista e enciclopedista brasileiro. Autor de várias obras biográficas e históricas que lhe renderam alguns prêmios como o Prêmio Jabuti de 1962. É autor do livro “Eu amo os dois”, lançado pela Editora Novo Século.